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Defesa de Mauro Cid não vai recorrer de condenação por trama golpista

Advogados de defesa consideram 'justa' a pena de dois anos em regime aberto, obtida após o acordo de delação premiada ter sido cumprido integralmente pelo Supremo Tribunal Federal

Nicolas Robert

Mauro Cid
54578203759_af812ae262_k Ton Molina/STF

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, anunciou que não irá recorrer da sentença proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do núcleo crucial da trama golpista. A decisão foi tomada após a publicação do acórdão que formalizou a condenação.

O militar foi sentenciado a dois anos de prisão em regime aberto, o que significa que ele não ficará detido. A pena é a mais branda entre todos os réus do mesmo processo, um benefício direto de seu acordo de delação premiada firmado com a Justiça. Em comparação, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, inicialmente em regime fechado.

Segundo a defesa de Cid, o acordo de colaboração foi cumprido integralmente por ambas as partes. Por essa razão, os advogados consideram a pena “justa” e optaram por não apresentar recurso.

Além da pena reduzida, Mauro Cid obteve outros benefícios, como a restituição de todos os seus bens e valores que haviam sido bloqueados durante a investigação. Ele e sua família também continuarão a receber proteção contínua de agentes da Polícia Federal.

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Enquanto a situação de Cid se define, as defesas dos demais réus condenados no mesmo julgamento têm até a próxima semana para apresentar seus recursos de embargo. Os advogados estão analisando o acórdão, que possui mais de duas mil páginas, para tentar reverter as sentenças. No entanto, a expectativa é que o STF mantenha as condenações já estabelecidas.

*Com informações de Igor Damasceno

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*Reportagem produzida com auxílio de IA