‘É pontual, mas tem impacto muito grande na cidade’, diz secretário sobre alagamento na marginal Tietê

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2019 08h59
WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOO volume da chuva que ocorreu em São Paulo na noite de quinta-feira (5) foi maior do que as bombas que trabalham no rio Tietê puderam suportar

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Marcos Penido, falou ao Jornal da Manhã sobre a chuva que atingiu a cidade de São Paulo na noite da última quinta-feira (4) e provocou alagamento na marginal Tietê, na altura da Ponte das Bandeiras. Nas últimas 24 horas choveu 85,3 mm. O número equivale a quase o dobro do volume programado para o mês de julho inteiro, que era 43,5 mm.

Penido explica que, no trecho da Ponte das Bandeiras na marginal Tietê, há um ponto de depressão na via. “Nesse ponto existem sistemas de bombeamento que recolhem a água dos bairros e bombeia para o rio Tietê. Quando o rio está com a cota elevada, mesmo sem extravasar, existe uma dificuldade no bombeamento, precisa ter um reforço maior.”

O volume do rio estava tão alto que, segundo o secretário, foi necessário realizar o processo de reversão do rio Pinheiros. “Começamos a jogar toda água do Pinheiros para a Billings para que o Tietê também entrasse para o Pinheiros e melhorasse a capacidade de escoamento. Ou seja, todo o sistema estava trabalhando dentro do limite em função do alto volume de chuva, que foi grande e constante.”

Em parceria com a Prefeitura de São Paulo e com as subprefeituras da cidade, Marcos Penido afirmou que a previsão é de que ações conjuntas revisem outros pontos críticos na marginal para que problemas futuros sejam evitados. “Vamos trabalhar juntos para melhorar a situação. A questão é pontual, mas tem um impacto muito grande na cidade.”

Ainda de acordo com Penido, a capacidade de escoamento do rio Tietê ao longo da manhã tem respondido bem. Apesar da projeção de chuva para as próximas horas, o volume e a intensidade da água não deverão fazer mais estragos.