Justiça mantém prisão de três manifestantes que tentaram atear fogo em ônibus

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2019 07h25
PABLO WASHINGTON /PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDONa última sexta-feira (14) manifestantes foram às ruas protestar contra a Reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro

Três acusados de tentar incendiar um ônibus durante um protesto na Avenida Paulista permanecem presos em São Paulo. A audiência de custódia ocorreu no Fórum da Barra Funda, no último sábado (15).

A Justiça determinou que o trio ficará detido preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado até o julgamento. Eles foram pegos em flagrante tentando atear fogo no coletivo, e acabaram indiciados por tentativa de incêndio e de homicídio qualificado, associação criminosa e atentado contra a segurança de outro em meio de transporte.

O inspetor da empresa que administra a linha, Fábio Raimundo, contou que o trio chegou a despejar gasolina no interior do veículo. “Os meliantes invadiram o ônibus com a porta aberta e um deles já jogou gasolina no piso superior do carro e o motorista percebeu que o mesmo ia acender um isqueiro, mas a bomba caiu para o lado de fora do coletivo, impedindo o ato consumado”.

Os oito estudantes e dois funcionários da USP presos durante a manifestação na última sexta-feira (14) também passaram por audiência de custódia e foram liberados.

A juíza Bruna Acosta Alvares, responsável pelo caso, entendeu que não havia elementos suficientes para acusação de associação criminosa e dano qualificado.

A polícia alega que os dez teriam ateado fogo em um veículo que explodiu durante o protesto. No entanto, a juíza concluiu que eles não poderiam ter sido autuados em flagrante pelo incêndio ao carro, já que não “há identificação e descrição dos bens que supostamente teriam sido objeto material do crime em questão”. Também cita, na sentença, “não ter havido apreensão de material inflamável com os averiguados”.

Os dez terão que comparecer a cada três meses perante um juiz, como medida cautelar.

No total, quinze pessoas foram presas na capital durante os protestos contra a Reforma da Previdência e o contingenciamento de verbas na Educação.

*Com informações da repórter Marcella Lourenzetto