Maia vê Bolsonaro como ‘erro’ e diz que pauta de costumes não tem apoio na Câmara
O presidente da Câmara Rodrigo Maia afirmou, em evento na última quinta-feira do banco BTG Pactual, em São Paulo, que o governo de Jair Bolsonaro não tem base na Casa e terá dificuldades para aprovar pautas sobre costumes.
Maia avalia que apoio dado à reforma da Previdência não garante suporte necessário a projetos polêmicos de interesse do Planalto, como a mudança nas regra para uso das cadeirinhas nos carros e o fim da necessidade de exame de drogas para motoristas profissionais.
Segundo ele, a influência de Bolsonaro se limita às bancadas da bala e evangélica. “O radicalismo do discurso dele assusta uma parte dos parlamentares que podia até, olhando com cuidado, colaborar com as pautas. Então o Governo não tem base”, disse.
Maia, no entanto, considerou que o relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro tem melhorado.
O presidente da Câmara dos Deputados ainda comentou sobre a medida provisória que permite saques do FGTS. Para Maia, a iniciativa é boa no curto prazo, mas ainda é preciso discutir o papel da poupança do trabalhador. “Não dá mais para o dinheiro do trabalhador ser instrumento de enriquecimento para o setor privado.”
O presidente da Câmara ainda quer votar a regulamentação do o setor de Saneamento Básico no país até o fim de agosto.
Maia também começou a avaliar a Medida Provisória da Liberdade Econômica, mas já adiantou que o texto precisa ser mais bem organizado.
Mais tarde, em outro evento na grande São Paulo, ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro é “um produto dos erros” da classe política nos últimos 30 anos, que menosprezou um deputado federal do chamado “baixo clero”.
O presidente da Câmara ainda afirmou que Bolsonaro “é o que temos até 2022, mesmo com discurso autoritário”, por ter sido eleito.
*Com informações da repórter Victoria Abel
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