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Moraes dá prazo de 30 dias para alegações finais no caso Marielle

Polícia Federal aponta que a vereadora foi assassinada por enfrentar interesses políticos e fundiários ligados aos irmãos Brazão e a áreas de milícia no Rio de Janeiro

Luisa Cardoso

Alexandre de Moraes
Alexandre de Moraes Antonio Augusto/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou um prazo de 30 dias para a apresentação das alegações finais no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Esta decisão veio em resposta a um pedido da Procuradoria Geral da República, que solicitou mais tempo devido à complexidade do caso, que envolve múltiplos réus e provas extensas. Entre os acusados estão Chiquinho Brasão, deputado federal, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Robson Calisto, ex-assessor de Domingos, e Ronald Alves, major e miliciano. Todos estão presos sob acusações de homicídio e organização criminosa, mas negam envolvimento no crime.

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Após a apresentação das alegações finais, o ministro Alexandre de Moraes elaborará um relatório e emitirá seu voto no Supremo Tribunal Federal. A ação será então encaminhada para a primeira turma do STF, que decidirá sobre a condenação e as penas dos envolvidos. Embora não haja um prazo definido para o julgamento no STF, a etapa atual das alegações finais é crucial para o andamento do processo. A Polícia Federal aponta que Marielle Franco foi assassinada por enfrentar interesses políticos e fundiários ligados aos irmãos Brazão e a áreas de milícia no Rio de Janeiro. A delação de Rony Lessa, que confirmou o envolvimento dos irmãos Brazão e de Rivaldo Barbosa como mandantes do crime, foi fundamental para a investigação. Rony Lessa e Élcio de Queiroz já foram condenados desde 2024. A expectativa agora gira em torno da conclusão das alegações finais e da subsequente apresentação do relatório e voto do ministro Alexandre de Moraes.

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