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MST cobra celeridade na reforma agrária e reivindica o assentamento de 120 mil famílias que vivem em acampamentos

Ministro Paulo Teixeira reponde que o governo 'está com o pé no acelerador' e destacou que o presidente é um 'grande apoiador' da reforma agrária, apesar da dificuldade de aprovar o projeto no Congresso 

Victor Trovão

Ato em defesa da democracia intitulado de "Sem anistia para golpistas", reune centenas de militantes do Movimento Sem Terra (MST),
CUT e MST promovem manifestação 'Sem anistia para golpistas' em Porto Alegre EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem intensificado suas ações para pressionar o governo federal a acelerar a reforma agrária no Brasil. Após um encontro significativo entre o presidente Lula e o MST em março, no assentamento de Campo do Meio, em Minas Gerais, o movimento expressou sua insatisfação com o ritmo atual das ações governamentais. Márcio Santos, um dos dirigentes do MST, destacou a urgência em assentar 120 mil famílias que atualmente vivem em acampamentos, enfatizando a necessidade de maior celeridade nas negociações com o governo. “Não estamos contentes com a velocidade da reforma agrária em nosso país. Precisamos acelerar. Frisamos a todo momento”, declarou Márcio Santos.

Durante a quinta-feira nacional da reforma agrária, realizada no Parque da Água Branca, em São Paulo, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, foi diretamente cobrado pelo MST. Em resposta, Teixeira garantiu que o governo está fazendo avanços significativos, com 15 mil escrituras já concedidas até abril e a promessa de alcançar 30 mil até o final do ano, o que representaria um recorde histórico no país. Segundo o ministro, o governo Lula tem investido fortemente na reforma agrária, com a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a vinculação de órgãos como o Incra e a Conab, além de destinar 1 bilhão de reais para a reforma agrária e quase o mesmo valor para o programa de aquisição de alimentos.

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Além disso, Paulo Teixeira criticou o modelo atual de distribuição de emendas no Congresso, que, segundo ele, esvazia o poder executivo e suas políticas públicas. Ele destacou que essa prática compromete a eficácia das ações governamentais, especialmente em áreas prioritárias como a reforma agrária. O ministro também anunciou planos para cumprir uma agenda ao lado do presidente Lula em novos assentamentos do MST em 2025, reforçando o compromisso do governo com a reforma agrária e a melhoria das condições de vida no campo.

*Com informações de Marcelo Mattos 

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*Reportagem produzida com auxílio de IA