‘Não vão faltar doses da CoronaVac’, afirma Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de SP

Distribuição para os 27 estados e DF acontece nesta segunda; início da vacinação acontece ainda hoje

  • Por Jovem Pan
  • 18/01/2021 09h14 - Atualizado em 18/01/2021 09h15
PAULO GUERETA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO - 07/01/2021De acordo com Jean, o desejo do governador do Estado, João Doria, sempre foi distribuir a vacina do Butantan pelo Brasil

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que não vão faltar doses de vacina contra Covid-19 no que depender do acordo do Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac. Até agora apenas 6 milhões de doses já foram liberadas e estão sendo distribuídas a partir desta segunda-feira, 18, por todo o Brasil após a aprovação da Anvisa. De acordo com Gorinchteyn, outras 4,8 milhões de doses estão prontas aguardando a aprovação da agência reguladora. Além disso, insumos para mais 10 milhões de doses devem chegar ao Brasil até o final de janeiro. “Existe uma tratativa comercial bem embasada, com proteção. Não teremos falta de vacina, pelo menos as 46 milhões tratadas no acordo com a Sinovac.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, no entanto, o secretário disse que apenas uma vacina não é suficiente. “Precisamos de vacinas para vacinar em massa. Se não vacinarmos, ainda teremos o caos no nosso sistema de saúde. Isso só resolve com o impacto da vacinação — especialmente nos grupos prioritários.” O Estado de São Paulo iniciou a vacinação contra o coronavírus no domingo, 17, logo após o aval da Anvisa. A primeira pessoa a receber o imunizante foi a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, moradora da periferia e que tem comorbidades. A vacinação segue no Estado nesta segunda e se inicia no resto do Brasil ainda no final da tarde, de acordo com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Apesar do número baixo de doses, Jean Gorinchteyn não desanima. “Esse número reduzido faz com que nosso Plano Estadual de Imunização tivesse que ser mantido de forma mais lenta. Nesse momento, quem serão contemplados são os profissionais da saúde que representam 1,5 milhão de pessoas apenas em São Paulo — ou seja, 3 milhões de doses da vacina. Só no Hospital das Clínicas são 35 mil. Hoje temos pouco mais de 1,3 milhão de doses aqui. Então estamos iniciando de forma gradual. Nesta semana já começamos nos HCs de cinco regiões. Mas, na próxima semana, a intenção é que municípios com mais de 200 mil habitantes comecem a vacinar. [Está acontecendo de forma] Lenta e gradual, mas estamos vacinando. Esse é o desejo que sempre tivemos.”

De acordo com Jean, o desejo do governador do Estado, João Doria, sempre foi distribuir a vacina do Butantan pelo Brasil através do Plano Nacional de Imunização (PNI). “O SUS é democrático e é isso o que precisamos. Proteção do rico, do pobre, do centro urbano, da população ribeirinha”, completou. Segundo ele, em uma reunião do Conass, na última semana, os governadores dos outros estados confirmaram que estão com estratégias prontas para iniciar a vacinação assim que possível. “Acontece de forma tardia, mais de 50 países já estão vacinando em massa, aqui ainda é de forma pífia.” Apesar disso, o recomendado ainda é de que as duas doses sejam dadas com um intervalo máximo de 28 dias — mesmo que implique em uma demora maior para aplicação da primeira em mais pessoas.