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‘O que aconteceu com Michel é um exemplo da barbaridade do Hamas’, diz porta-voz das Forças de Defesa de Israel

Em entrevista ao Jornal da Manhã desta sexta-feira (24), Rafael Rozenszajn comenta sobre a recuperação do corpo do brasileiro desaparecido desde 7 de outubro de 2023

Luisa Cardoso

O exército israelense anunciou nesta sexta-feira (24) que recuperou os corpos de três reféns que estavam na Faixa de Gaza desde o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro. Entre as vítimas confirmadas está o brasileiro Michel Nisenbaum, de 59 anos. Para falar sobre o assunto, o Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, concedeu uma entrevista ao Jornal da Manhã desta sexta. Nisenbaum, que detinha cidadania brasileira, foi uma das vítimas fuziladas em 7 de outubro, um ato que Rozenszajn classificou como uma demonstração da “barbaridade” cometida pelo Hamas. O porta-voz revelou as circunstâncias que cercaram o sequestro do brasileiro. Ele estava a caminho de uma base militar para buscar sua neta de quatro anos, que estava celebrando o feriado judaico de Simchat Torá, quando foi capturado. Este incidente sublinha a brutalidade do Hamas, que, segundo Rozenszajn, atacou não apenas alvos militares, mas também civis inocentes.

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O porta-voz destacou a utilização de túneis subterrâneos pelo Hamas, sob instituições civis, para esconder reféns e corpos, evidenciando a determinação do exército israelense em desmantelar a capacidade militar do grupo terrorista e resgatar todos os reféns, que ainda incluem crianças, mulheres e idosos. “Ainda tem 125 reféns, em que a grande maioria foi tirada de suas camas, inclusive 15 idosos com mais de 65 anos continuam nas mãos dos terroristas”, afirma Rozenszajn. A guerra contra o Hamas foi descrita pelo porta-voz como uma guerra assimétrica, pondo frente a frente um estado democrático, que respeita o direito internacional, e um grupo terrorista que o viola sistematicamente. Hamas invadiu Israel em 7 de outubro, resultando na morte de mais de mil pessoas e cerca de 250 sequestradas. Mais de 30 reféns já foram assassinados pelo grupo terrorista.

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