PIB da construção civil deve recuar 2,5% em 2020, prevê Sinduscon-SP

Para 2021, no entanto, a previsão é que a construção civil se recupere e registre alta de 3,8%

  • Por Jovem Pan
  • 02/12/2020 06h36 - Atualizado em 02/12/2020 06h37
Tony Winston/Agência BrasíliaNo início do do ano, a expectativa era de crescimento, mas que o cenário mudou com a chegada da Covid-19

O setor de construção civil vai fechar 2020 em queda de 2,5%. A projeção é do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, que relembra que, no início do do ano, a expectativa era de crescimento, mas que o cenário mudou com a chegada da Covid-19. Em algumas cidades e estados brasileiros, por exemplo, as obras ficaram suspensas e a retomada nos últimos meses não foi suficiente para que o setor se recuperasse; além disso também houve interrupção temporária da produção de materiais nos primeiros meses da pandemia. Para 2021, no entanto, a previsão é que a construção civil se recupere e registre aumento de 3,8% no PIB. Mesmo assim, o vice-presidente de economia do SindusCon de São Paulo, Eduardo Zaidan, alerta que os preços altos dos insumos podem ser uma preocupação.

“De modo geral, essa questão da escassez ela deve ser resolvida. O que não está resolvido é a questão do preço, isso é uma coisa que vai assombrar bastante 2021. A gente já tem uma inflação de materiais robusta e ela deve continuar no ano que vem. Então, isso é mais importante do que a escassez”, afirma. Apesar da previsão de melhora, o vice-presidente de economia do Sinduscon de São Paulo, Eduardo Zaidan destaca que as obras de infraestrutura, feitas pelo poder público, devem ficar para depois. “Dificilmente nós vamos ter uma resposta significativa, obras de infraestrutura pressupõem saúde fiscal dos governos para liberar dinheiro para investimento e ela pressupõem o cenário de estabilidade contratual, jurídica, de inflação, de câmbio. Esse cenário em 2021 não deve ser muito bom. O Brasil tem problemas fiscal e tem problema de cenário econômico que não está dado aí”, explica. Em relação ao segmento imobiliário residencial, o economista afirma que o mercado está favorável nos lugares com mais renda, como São Paulo, mas não em todo o país.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini