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Onda ataques deixa ao menos 400 ônibus danificados e pode estar ligada a desafio nas redes sociais

Ricardo Nunes, prefeito da capital paulista, destacou que as ações são 'coordenadas e inteligentes', realizadas em locais sem câmeras; medidas de segurança foram reforçadas em terminais e corredores

Felipe Cerqueira

Movimentação de coletivos em garagem da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), em São Paulo
Novo aumento no valor da tarifa em linhas de ônibus intermunicipais da empresa metropolitana de transportes urbanos (EMTU) Leandro Chemalle/TheNews2/Estadão Conteúdo

Desde o início de junho, ao menos 235 ônibus foram alvos de vandalismo na cidade São Paulo — número que chega a 400 somando toda a região metropolitana e o litoral. Somente nas últimas 24 horas, 35 novos incidentes foram registrados, segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte e a SPTrans. Os ataques, que incluem apedrejamentos e destruição de vidros, têm ocorrido em horários variados — tanto à luz do dia em cidades como Osasco e Taboão da Serra, quanto à noite na capital — e já deixaram ao menos uma passageira ferida.

A Polícia Civil, com apoio do Departamento de Crimes Cibernéticos, investiga as causas dos atos de vandalismo. Uma das hipóteses é que os ataques estejam ligados a desafios promovidos em redes sociais ou a ações coordenadas com motivações ainda não esclarecidas. Também foram descartadas, por ora, suspeitas de retaliação por parte de empresas de transporte, como chegou a ser especulado após a saída de duas operadoras da capital.

Em resposta, a Guarda Civil Municipal de Osasco intensificou o patrulhamento nos corredores de ônibus. Já na capital, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que as investigações contam com o envolvimento de diversas frentes, como a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e o Ministério Público de São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas também foi acionado.

“Trata-se de ataques coordenados e inteligentes, realizados em locais sem câmeras. Isso reforça a suspeita de que sejam ações organizadas com base em apostas ou desafios online”, afirmou Nunes, que assegurou que os autores não ficarão impunes. Medidas de segurança foram reforçadas em terminais e corredores de ônibus.

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Especialistas apontam que a atual onda de violência escancara falhas no sistema de segurança pública e na inteligência preventiva. A falta de ações estratégicas coordenadas pode contribuir para a escalada da violência e afetar a sensação de segurança dos usuários do transporte público, já impactados por problemas cotidianos.

*Com informações de Danúbia Braga e Beatriz Manfredini

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