STJ julga nesta quinta pedido de habeas corpus dos irmãos Batista

  • Por Jovem Pan
  • 19/09/2017 06h44 - Atualizado em 19/09/2017 10h52
Ambos estão preventivamente presos desde a última semana, após a deflagração da Operação Tendão de Aquiles

Defesa de Joesley e Wesley Batista teme por um encaminhamento dos irmãos a uma carceragem comum. Ambos estão preventivamente presos desde a última semana, após a deflagração da Operação Tendão de Aquiles, que apura suposto uso de informação privilegiada pelos sócios da J&F.

Segundo o advogado Pierpaolo Bottini, há um pedido da Justiça para manter os executivos em celas da Polícia Federal, considerando que os irmãos Batista colaboraram com o Judiciário. Joesley e Wesley não possuem curso superior.

“A situação deles em uma custódia formal junto com outros presos poderia afetar profundamente a sua segurança”, disse a defesa.

Acusados neste processo por crimes financeiros, ambos já prestaram depoimento, apresentaram documentos e relatórios das operações financeiras. Os defensores dos executivos entendem que por terem se colocado à disposição da justiça, deveriam ser soltos. Um pedido de habeas corpus será julgado quinta-feira (21) pelo Superior Tribunal de Justiça.

Em outro caso envolvendo Joesley e Wesley Batista, o Supremo Tribunal Federal analisa uma solicitação da defesa de Michel Temer para que a segunda denúncia contra o presidente não prossiga enquanto não houver um desfecho sobre a delação premiada da J&F.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, desconsiderou o pedido de revisão do acordo no que tange as provas obtidas.

Com Joesley e Wesley presos, fora do comando das empresas da família, o patriarca José Batista Sobrinho, ao assumir a JBS já sentiu o primeiro impacto. A empresa perdeu quase R$ 1 bilhão de valor de mercado, após as ações da companhia caírem quase 4% na Bolsa de Valores.

*Informações do repórter Felipe Palma