‘Parte da mídia está ajudando a destruir o futebol’, diz Benjamin Back

Em entrevista ao Morning Show, jornalista criticou a politização do esporte e considerou hipocrisia a adoração ao ex-jogador Diego Maradona

  • 21/12/2020 13h13
Imagem; Reprodução InstagramApesar de criticar politização do esporte, Benja afirmou que racismo e preconceitos não são 'mimimi'

Em entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 21, o jornalista esportivo Benjamin Back opinou sobre a politização do futebol brasileiro. “Não é culpa das redes sociais, mas da mídia. Insisto no futebol sem ‘mimimi’ porque estão tentando transformar os programas de futebol em matéria de faculdade, em palanque político. Respeito a opinião política de cada um, mas o futebol não é isso. Parte da mídia está ajudando a destruir o futebol”. Apesar de criticar a politização, o jornalista reiterou que o esporte não pode tolerar situações desrespeitosas, citando o episódio em que o jogador Gerson, do Flamengo, afirmou ter sofrido racismo durante uma partida contra o Bahia neste final de semana. “Racismo, abuso e preconceitos não são tolerados na sociedade atual e o futebol não pode ser tratado como um mundo paralelo. As pessoas precisam ter discernimento entre o que é ‘mimimi’ e o que é bom senso. O Gerson está coberto de razão”, disse.

Benjamin Back considera a adoração ao ex-jogador argentino, Diego Maradona, uma das maiores expressões da politização do futebol. “É completamente compreensível que o bom argentino idolatre Maradona, já que ele foi um cara que saiu da favela, alcançou o sucesso e sempre demonstrou amor pelo próprio país. Mas não entra na minha cabeça a adoração mundial por ele. A mídia o idolatra pelo aspecto político”. Segundo o jornalista, é uma “hipocrisia” gostar de Maradona e criticar Pelé. “Nós temos o maior de todos, o Deus do futebol. Nem em mil anos surgirá um jogador como o Pelé. Mas as pessoas preferem criticá-lo por não ter reconhecido uma filha – não posso entrar neste mérito porque só conheço a história por fora, mas o Maradona morreu sem reconhecer onze filhos. O jogador argentino só é idolatrado desta maneira porque tinha o Fidel Castro e Che Guevara tatuados”. Durante sua trajetória no futebol argentino, Diego Maradona posicionou-se politicamente apoiando líderes de esquerda e gerando polêmicas.

Retornando da Argentina aos campos brasileiros, Benjamin Back fez previsões sobre os principais campeonatos em curso. “Palmeiras será o campeão da Libertadores. O Brasileirão deve ser do São Paulo ou do Flamengo. O São Paulo também deve levar a Copa do Brasil. Se o tricolor vencer os dois campeonatos, o Diniz vai soltar o maior ‘chupa’ da história do futebol brasileiro. Quando ele gritar ‘chupa’, vai ecoar até a estratosfera. Tudo isso porque, quando foi escolhido como técnico do time, recebeu uma enxurrada de críticas. Agora, imagina só se o cara ganhar tudo”, concluiu.

Confira a entrevista com o jornalista esportivo Benjamin Back: