Senador critica colegas por perguntas sobre Deltan em sabatina com indicados ao CNMP

  • Por Jovem Pan
  • 10/07/2019 20h02
Waldemir Barreto/Agência SenadoParlamentares questionaram a candidatos sobre futuros posicionamentos em um possível julgamento do chefe da Lava Jato

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-ES) criticou, em entrevista nesta quarta (10) ao programa Os Pingos nos Is da Jovem Pan, a postura de colegas durante uma sabatina na Casa. Segundo ele, não foram adequadas as questões feitas a indicados para o Conselho Nacional do Ministério Público sobre o futuro posicionamento deles em um eventual julgamento do procurador Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato em Curitiba.

“Não consigo entender porque condenam o Dallagnol e o [ex-juiz Sergio] Moro por imparcialidade e não possuem imparcialidade para condenar os dois”, disse o senador. “Eu impedi que os indicados respondessem a essa pergunta. Os parlamentares deveriam pensar em dar proteção a esses que estão lá combatendo corrupção.”

A sabatina dos indicados, que é feita pelo Senado para ratificar a composição do CNMP, acontece da mesma forma com que acontecem as avaliações dos candidatos a vagas no Supremo Tribunal Federal, por exemplo.

Na última terça (9), os parlamentares entrevistavam três indicados a uma cadeira no Conselho: Fernanda Marinela de Sousa, Sandra Krieger Gonçalves e Silvio Roberto Oliveira de Amorim Júnior. Durante a sessão, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA) citou o caso envolvendo o vazamento de supostas conversas de Dallagnol para saber se os candidatos puniriam o procurador.

“Vossas excelências estarão daqui a mais uns dias tomando posse”, disse o senador. “Se cair na mão de vossas excelências [o caso Deltan], qual seria a conduta, a maneira que os senhores iriam se posicionar, já que estão [estarão] fazendo parte de um órgão que é controlador?.”

Formado por 14 membros, o CNMP orienta e fiscaliza todos os ramos do Ministério Público. O Conselho é presidido pelo procurador-geral da República e tem entre seus quadros juízes, advogados, promotores e cidadãos com notável saber jurídico.

Confira a entrevista completa: