O que são remédios de referência, genéricos e similares? Saiba se existe diferença de eficácia entre eles

Todos precisam da aprovação da Anvisa para serem comercializados; na hora de fazer substituições, a orientação é conversar com o médico ou farmacêutico

  • Por Lívia Zanolini
  • 23/08/2021 15h30 - Atualizado em 23/08/2021 16h30
Agência BrasilO genérico é identificado pelo princípio ativo e pela letra "G" acompanhada de uma tarja amarela nas embalagens; é mais barato do que os originais porque as indústrias não tiveram de arcar com todos os custos de pesquisa e desenvolvimento

Os medicamentos de referência são fórmulas originais, desenvolvidas em laboratório após intenso trabalho de pesquisa, estudos clínicos e altos investimentos. Depois de aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as substâncias são certificadas e patenteadas, o que garante exclusividade na fabricação do medicamento por até 20 anos. Porém, em casos de interesse público e de saúde coletiva, a patente pode ser quebrada antes disso e outros laboratórios passam a ter acesso à fórmula. E é aí que surgem os genéricos e similares, fabricados com o mesmo princípio ativo dos originais. Tanto um, como o outro, precisa passar pela aprovação da Anvisa. A diferença é que, além do certificado de qualidade e segurança, os genéricos também precisam comprovar que têm a mesma eficácia dos medicamentos de referência. E isso é feito por meio de testes de biodisponibilidade e bioequivalência, que são realizados em laboratórios específicos.

Sem nome comercial, o genérico é identificado pelo princípio ativo e, principalmente, pela letra “G” acompanhada de uma tarja amarela nas embalagens. É mais barato porque as indústrias não tiveram de arcar com todos os custos de pesquisa e desenvolvimento. Embora também sejam considerados seguros e eficazes, os similares não precisaram passar por testes de biodisponibilidade e bioequivalência – procedimentos que exigem alto investimento das indústrias. Sem a garantia de que terão o mesmo efeito dos originais, em doses iguais, a orientação é que não substituam medicamentos indicados em receita médica. Exceto se forem similares intercambiáveis. Para fazer parte desta categoria, as substâncias tiveram de ser submetidas a todos os testes que garantem a mesma eficácia dos remédios de referência, como no cado dos genéricos. Geralmente, os laboratórios acabam optando por essa classificação simplesmente para manter o nome comercial do produto.

Periodicamente, a Anvisa disponibiliza, na internet, a lista de medicamentos genéricos e similares intercambiáveis que podem substituir os de referência, quando o original não é exigido pelo médico. Em caso de dúvida na hora de comprar, o conselheiro federal de Farmácia, Marcelo Rosa, recomendação pedir ajuda ao farmacêutico. “Você tem que consultar um profissional. Primeiro, o prescritor é o médico. Você tem que confiar no que o médico está prescrevendo, na quantidade que ele está prescrevendo. Ou seja, a dosagem que ele prescrever tem que ser a que o paciente vai utilizar. Segundo, para não ter problema em relação às substituições, é melhor consultar o farmacêutico na hora da aquisição lá na farmácia. Ele sabe da legislação, ele sabe o que pode e o que não pode substituir. Ele vai fazer isso de forma segura”. Tá Explicado?

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