Tratamento precoce X preventivo: entenda a diferença e por que são alvo de polêmica na pandemia

Até agora, os principais estudos mostraram que nenhuma medicação tem eficácia comprovada na prevenção ou na fase inicial da Covid-19; apesar disso, há médicos que defendem o uso de medicamentos nestas circunstâncias

  • Por Lívia Zanolini
  • 02/08/2021 15h36 - Atualizado em 02/08/2021 16h21
EFE/EPA/JAKUB KACZMARCZYKDesde o início da pandemia, cientistas têm se desdobrado para descobrir formas de combater o coronavírus; em menos de um ano, foi desenvolvida a primeira vacina

O tratamento precoce é aquele iniciado logo no começo da doença, impedindo que o quadro evolua. Por isso, a recomendação é que diante dos primeiros sintomas o paciente procure um médico e, a partir do diagnóstico, seja estabelecida a terapia mais indicada. Já o tratamento preventivo é o conjunto de medidas adotadas para evitar que a pessoa fique doente ou para reduzir as chances de complicações. Na prática, fica mais fácil compreender a diferença. Imagine alguém que tenha histórico familiar para determinado tipo de câncer. Neste caso, geralmente, o médico fará o acompanhamento periódico do paciente e indicará uma série de medidas preventivas para reduzir as chances de a doença se desenvolver, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e controlar o peso. O médico não vai ministrar sessões de quimioterapia apenas pelo risco de câncer. Agora, se em algum momento, os exames de rotina apontarem o surgimento de um tumor, aí sim, é realizado o tratamento precoce, ainda na fase inicial da doença, aumentando as chances de cura.

Mas por que esse assunto tem sido alvo de tanta polêmica? Desde o início da pandemia, cientistas têm se desdobrado para descobrir formas de combater o coronavírus. Em menos de um ano, foi desenvolvida a primeira vacina. Mas, pelo menos até agora, os principais estudos mostraram que nenhuma medicação tem eficácia comprovada na prevenção ou no tratamento precoce da Covid-19. Apesar disso, há médicos que defendem o uso de medicamentos para casos leves ou na fase inicial da doença. Com o avanço da crise sanitária, as discussões passaram a ganhar contornos políticos, fomentando a polarização. O que contribui para a avalanche de informações circulando, sobretudo na internet, muitas sem comprovação. Com base nestas publicações, muitos recorrem à automedicação, como método preventivo, sem sequer terem sido diagnosticados com o vírus. E especialistas alertam que tomar remédio por conta própria pode causar intoxicações, reações alérgicas e resistência aos medicamentos. Por isso, vale lembrar as orientações dos principais órgãos de saúde do mundo. Para prevenir o coronavírus, higienize as mãos com frequência, use máscaras, mantenha o distanciamento e tome a vacina quando chegar sua vez. E, em caso de sintomas, procure atendimento médico. Tá Explicado?

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