Deputada Solange Freitas defende prisão imediata no cumprimento de medida em caso de violência contra mulher
Casos brutais de violência doméstica ocorridos no litoral de São Paulo neste final de semana reacenderam o debate sobre a necessidade de respostas mais firmes do Estado. Segundo a polícia, no domingo (30), um homem de 42 anos foi preso em flagrante em Itanhaém após jogar álcool e atear fogo no rosto da companheira, de 45 anos. A agressão, considerada proposital pela vítima, foi registrada como tentativa de feminicídio. O agressor já tinha histórico de violência doméstica contra outra ex-companheira e teve a prisão convertida em preventiva.
Em outra ocorrência, também em Itanhaém, uma mulher de 32 anos foi espancada pelo próprio companheiro de 35 anos — agressões registradas por câmeras de segurança. A vítima desmaiou após golpes de socos e chutes no meio da rua. O agressor já responde por dois outros inquéritos por violência contra ex-companheiras; a polícia solicitou prisão preventiva.
Solange Freitas: “São homens que não tiveram punição”
Ao comentar os casos, a deputada estadual Solange Freitas (União) criticou duramente a impunidade e insuficiência das respostas do Estado. “Eu tenho feito várias ações com as mulheres e tenho quatro projetos de lei tramitando na ALESP com ações permanentes nas escolas”, disse. “Mas olha como foi — num deles o homem colocou fogo no rosto da companheira e, no outro, o homem espancou a mulher no meio da rua. Os dois estão presos, mas essas mulheres já vinham sofrendo agressões e já tinham passagens por violência doméstica. São homens que não tiveram punição.”
Para ela, é urgente implementar medidas com fiscalização real e punição rápida. “Estamos buscando ações com respostas mais rápidas do Estado. Estamos pra ter medidas protetivas com fiscalização real, tornozeleira e monitoramento eletrônico, mas com prisão imediata no cumprimento da medida. Estamos finalizando um formato parecido com Portugal. Não dá pra deixar do jeito que está.”
A deputada afirma que seus projetos na Assembleia visam justamente transformar a cultura de impunidade com campanhas permanentes nas escolas, políticas públicas de proteção, e rigor no cumprimento da lei. “Não podemos normalizar esse tipo de violência. Cada denúncia, cada ação, deve resultar em proteção real e imediata às vítimas.”
Com os recentes casos em Itanhaém, o debate sobre violência doméstica volta à pauta com urgência e cresce a pressão por respostas mais duras e eficazes do sistema de justiça e de segurança pública.