China pede que Estados Unidos sejam investigados sobre a origem da Covid-19
O diretor do Departamento de Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da China, Fu Cong, afirmou nesta quarta-feira, 25, que as investigações sobre a origem da Covid-19 devem continuar nos Estados Unidos, onde em breve será publicado um relatório sobre a origem do coronavírus encomendado pelo presidente americano, Joe Biden. Fu disse aos meios de comunicação do exterior que o relatório elaborado pelos peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS) após a visita à cidade chinesa de Wuhan no mês de abril, onde os primeiros casos da doença começaram a se espalhar no final de 2019, deve ser respeitado. O relatório observou que a teoria de um acidente de laboratório como a origem da Covid-19 era a menos provável entre as quatro que propuseram.
O diretor afirmou que, uma vez que o Instituto Wuhan de Virologia já tinha sido visitado por peritos da OMS, “seria justo que as próximas rodadas de pesquisas ocorressem em Fort Detrick e na Universidade da Carolina do Norte”, nos Estados Unidos, lugares que são alvos de acusações por parte da imprensa oficial chinesa. Fort Detrick, que fechou em julho de 2019, é um laboratório militar norte-americano onde, segundo Fu, teriam ocorrido “graves violações de segurança” e “experimentos sombrios”, enquanto a Universidade da Carolina do Norte teria realizado várias “experiências no campo dos coronavírus”. Embora Fu Cong tenha declarado que as investigações deveriam ser realizadas nas instalações dos Estados Unidos, ele também garantiu que a China continua considerando oficialmente que a teoria de um acidente em laboratório é “improvável”.
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Apesar das suspeitas mundiais de que o vírus tenha surgido na China, a imprensa oficial do país insistiu neste mês que os primeiros surtos suspeitos podem ter ocorrido em outros países, incluindo Espanha, Itália e França, além de acusar as mencionadas instalações americanas. A campanha de “contra-ataque” aos EUA se intensificou após o prazo de 90 dias dado nesta terça-feira, 25, por Biden aos serviços de inteligência de seu país para preparar um relatório sobre a origem da pandemia, embora as autoridades norte-americanas ainda não tenham feito nenhum anúncio oficial a respeito.
*Com informações da EFE
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