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Política

Como funciona uma medida provisória e o que o presidente pode fazer com ela

MP entra em vigor imediatamente em casos de relevância e urgência, mas depende do Congresso para se tornar permanente

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As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições.
Congresso Nacional, em Brasília Roque de Sá/Agência Senado

Medidas provisórias costumam ganhar destaque no início de governos porque permitem ao presidente colocar uma regra em vigor antes da conclusão de uma votação no Congresso. O instrumento poderá ser usado pelo vencedor da disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas não sem limites.

A Constituição determina que a MP só pode ser adotada em caso de relevância e urgência. Depois de publicada, ela passa a ter força de lei e começa a produzir efeitos imediatamente.

O texto, no entanto, segue para o Congresso. Deputados e senadores podem aprovar, modificar ou rejeitar a medida. Se a análise não for concluída dentro do prazo constitucional, a MP perde eficácia.

A vigência inicial é de 60 dias, prorrogável uma única vez por mais 60. A partir de determinado momento da tramitação, a medida também pode trancar a pauta da Casa em que estiver sendo analisada.

Há assuntos em que a Constituição proíbe o uso de medida provisória. Por isso, o instrumento não funciona como um atalho universal para executar qualquer promessa de campanha.

Na prática, uma MP dá velocidade ao Executivo, mas a permanência da política depende da maioria parlamentar. Esse desenho ajuda a explicar por que a composição da Câmara e do Senado importa tanto para o próximo governo.

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