Relator do impeachment de Witzel espera concluir processo até maio de 2021
O processo de impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, caminha para a reta final. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) compartilhou elementos importantes para o andamento do processo. O ex-secretário de Saúde Edmar Santos e o empresário Edson Torres contam, em suas delações premiadas, detalhes de como funcionava o esquema de propina e corrupção supostamente criado pelo governador. Edmar Santos disse, inclusive, que Witzel cobrava 20% de propina de contratos firmados com o governo estadual do Rio. Esse material, que é importante para o andamento das investigações, está sendo compartilhado com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com a defesa do político e, principalmente, com o Tribunal Misto, formado por cinco deputados e cinco desembargadores, que vai decidir sobre o impeachment de Witzel.
O relator desse tribunal, o deputado Waldeck Carneiro (PT), acredita que até o fim do funcionamento dessa corte, no início do mês de maio, será possível ter uma definição se os direitos políticos de Witzel serão, ou não, cassados. “Ouviremos o ex-secretário Edmar Santos, agora não mais constrangido, digamos assim, pelo sigilo que pesava sob sua colaboração premiada. Depois isso, faremos, então, o interrogatório do acusado”, diz Carneiro. Para que Witzel seja cassado, são necessários 7 dos 10 votos do tribunal.
*Com informações do repórter Rodrigo Viga
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