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Denunciado pela Lava Jato por atrasar investigações contra Petrobras, Vital do Rêgo nega acusações

A suspeita é que ele tenha recebido propina de R$ 3 milhões da OAS enquanto era senador e presidente da CPI da Petrobras, em 2014

Caroline Hardt

O ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro na fase 73 da Operação Lava Jato. A suspeita é que ele tenha recebido propina de R$ 3 milhões da OAS enquanto era senador e presidente da CPI da Petrobras, em 2014. O repasse, feito pelo então presidente da empreiteira, Léo Pinheiro, tinha o objetivo de evitar que os executivos da empresa fossem convocados a depor na comissão. Com a denúncia apresentada, o ministro do TCU teve R$ 4 milhões em bens bloqueados.

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A operação deflagrada nesta terça-feira, 25, cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Brasília e na Paraíba, com o objetivo de encontrar intermediários no recebimento da propina. Entre os alvos está Alexandre Costa, assessor de Vital do Rego no TCU; na época do esquema de corrupção, Alexandre era, também, assessor dele no Senado. As investigações apontam que Alexandre Costa recebeu pelo menos quatro pagamentos em espécie. A operação, denominada Ombro a Ombro, foi baseada em informações repassadas por Léo Pinheiro em acordo de colaboração premiada. Em nota, o TCU diz que Vital do Rêgo foi surpreendido com a denúncia, uma vez que o inquérito tramita há cinco anos. O tribunal afirma, ainda, que causa “estranheza e indignação” o fato de a denúncia nascer de um inquérito aberto sem autorização do Supremo Tribunal Federal.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini

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