Empresário que foi ao STF com Bolsonaro reclama da demora na liberação de crédito
As linhas de crédito criadas pelo governo federal para socorrer empresas na pandemia da Covid-19 não somam R$ 4 bilhões em todo o Brasil. O financiamento de salários, que o governo destinou R$ 40 bilhões de reserva totaliza R$ 1, 5 bilhão em utilização.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, reforça que o crédito não chega à ponta.
“Não fluiu, não chegou aonde tinha que chegar. A outra linha que foi criada, do BNDES, a gente julga que não foi uma linha emergencial porque ela é, na verdade, mais um produto do BNDES em função do custo. É importante explicar que o dinheiro não vem direto do BNDES para as empresas, ele passa pelos bancos privados e aí chegam nas empresas.”
Velloso participou da reunião em Brasília, com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, e depois foi até o Supremo Tribunal Federal (STF) na companhia do chefe do Executivo. Ele garante que o governo reconhece que as linhas de crédito não surtiram efeito para as empresas.
O cenário da crise é ainda pior para o setor de micro e pequenas empresas, o mais atingido pela falta de crédito. O presidente da Abimaq, no entanto, diz que existe a possibilidade de que, com uso de um fundo garantidor, possa acontecer a diminuição dos juros e, assim, o crédito chegue à ponta finalmente.
*Com informações do repórter Marcelo Mattos
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