Covas: Sem autorização, Prefeitura não vai fiscalizar uso de máscaras
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse nesta quinta-feira (7) que a Prefeitura vai se limitar a fiscalizar os estabelecimentos comerciais em funcionamento irregular, e não deve focar no uso de máscaras pelo cidadão. Segundo ele, apesar do decreto que torna obrigatória a utilização do artefato em todo o Estado, não há previsão de multas para quem estiver sem.
“A fiscalização que a prefeitura vai fazer é em cima dos estabelecimentos comerciais, com os nossos 2 mil fiscais das subprefeituras. A autuação é no valor de R$ 9,3 mil. A gente não tem autorização legislativa para poder fazer fiscalização em cima da população, razão pela qual nós vamos focar naquilo que temos atribuição legislativa para poder fazer, que é a fiscalização em cima dos estabelecimentos”, explicou Covas em coletiva de imprensa nesta manhã.
O governo do Estado deixou a cargo das prefeituras a fiscalização do cumprimento da exigência. A situação chegou a opor o prefeito de São Paulo ao governador João Doria (PSDB), já que Bruno Covas queria que a Polícia Militar, do Estado, participasse da fiscalização, o que foi negado. “Isto não será feito pela Polícia Militar e sim pelos prefeitos, na utilização dos mecanismos que entenderem adequados para a fiscalização”, assegurou Doria.
Nesta quinta, Covas disse que tem percebido a adesão da população à regra. “A gente agradece porque muito mais do que qualquer fiscalização feita pelo poder público, o que vale é a conscientização das pessoas. Isso é muito mais importante que qualquer quantidade de fiscais para obrigar as pessoas a fazer algo que vai salvar a vida delas. A finalidade é salvar vidas na cidade de São Paulo.”
Nesta segunda feira (4), passou a ser obrigatório o uso de máscaras nos transportes públicos, nos táxis e nos aplicativos na cidade de São Paulo. A multa pode chegar a R$ 3,3 mil para a empresa responsável, seja pública ou privada.
* Com informações do Estadão Conteúdo
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