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‘Não existe mágica para toda essa água avançar’, diz secretário de Infraestrutura de SP

Segundo ele, 'nenhuma metrópole está preparada para uma chuva que veio na dimensão dessa madrugada'

carolinafortes

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, Marcos Penido, afirmou em entrevista ao Jornal Jovem Pan que a única opção para diminuir os alagamentos causados pelas fortes chuvas desta segunda-feira (10) — principalmente nas Marginais — é reforçar o sistema de bombeamento. Segundo ele, “nenhuma metrópole está preparada para uma chuva que veio na dimensão dessa madrugada”.

“Estamos fazendo bombeamento e tentando liberar o Rio Tietê. Tem que ter paciência, não existe mágica para toda essa água avançar de uma maneira mais célere. Abaixo do Salto de Pirapora existem cidades, a liberação [de água] precisa ser dentro do limite para que não se jogue o problema daqui para outros municípios”, disse.

De acordo com o secretário, é necessário esperar o nível do Tietê abaixar, já que não tem como lançar a água que está ao longo da Marginal no rio, pois ele transbordou.

“Para todo e qualquer projeto de drenagem temos um tempo de recorrência de 100 anos. Nessa madrugada, tivemos um período de retorno de quase 200 anos. Ou seja, extrapola todo e qualquer modelo estratégico de drenagem, o que gera um problema da magnitude que estamos vendo nos rios Tietê e Pinheiros”, explicou Penido.

O período de retorno, também conhecido como intervalo de recorrência ou tempo de recorrência, é o intervalo estimado entre ocorrências de igual magnitude de um fenômeno natural, como chuvas, ventos intensos, granizo, etc.

A previsão é de que as chuvas continuem nesta terça-feira, porém em volume menor. Para amanhã, Penido explicou que a solução é “fazer a manutenção” e colocar “todas as equipes no sistema de bombeamento ininterruptamente”.

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