JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Pânico | 12h00 - 14h00
Mundo

Trump pressiona Zelensky por acordo com Putin e gera tensão antes de reunião em Washington

Casa Branca defende que a Ucrânia aceite condições impostas por Moscou: manter a Crimeia sob domínio russo, abrir mão de regiões do leste ocupadas e abandonar o processo de adesão à Otan

ia samy

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky (E) conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump (D), no Salão Oval da Casa Branca
US President Donald Trump welcomes Ukrainian President Volodymyr Zelensky to the White House JIM LO SCALZO/EFE/EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o líder ucraniano Volodymyr Zelensky a aceitar um acordo de paz com a Rússia, reacendendo tensões às vésperas da reunião entre os dois líderes nesta segunda-feira (18), na Casa Branca. Trump, que busca anunciar um cessar-fogo na guerra, defende que a Ucrânia aceite condições impostas por Moscou: manter a Crimeia sob domínio russo, abrir mão de regiões do leste ocupadas e abandonar o processo de adesão à Otan. Em publicação na rede Truth Social, o republicano escreveu que Zelensky “pode encerrar a guerra quase imediatamente, se quiser, ou continuar lutando”.

O posicionamento foi interpretado como um gesto favorável ao presidente russo, Vladimir Putin, com quem Trump se reuniu na sexta-feira (15), no Alasca. De acordo com fontes próximas às negociações, a proposta russa prevê congelar as atuais linhas de frente em troca do reconhecimento internacional da anexação da Crimeia e de áreas de Donetsk, Lugansk e Zaporizhzhia. Em contrapartida, Moscou aceitaria discutir garantias de segurança para Kiev, sem presença de forças de paz estrangeiras.

Zelensky, já em Washington, rejeitou a ideia de ceder territórios. Em mensagens publicadas nas redes sociais, afirmou que “os ucranianos estão lutando por sua terra e independência” e que “a Rússia não deve ser premiada por sua invasão”. O presidente ucraniano também destacou que qualquer paz precisa ser “rápida e duradoura”, diferente do acordo de 2014, quando a Crimeia foi anexada por Moscou e usada como “trampolim para novos ataques”.

O encontro entre os dois presidentes está marcado para 14h15 (horário de Brasília), no Salão Oval. Após a reunião a sós, Trump receberá líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Finlândia, além do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A expectativa é que a proposta discutida com Putin seja colocada oficialmente à mesa.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Enquanto as negociações avançam nos bastidores, os combates continuam na Ucrânia. No domingo, ataques russos mataram ao menos dez pessoas em Kharkiv e Zaporizhzhia. Em resposta, forças ucranianas atingiram uma estação do oleoduto Drujba, afetando o fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia.

[jp-related-posts ids=”2039987,2039926″]

Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA