EUA consideram ativos congelados e empréstimos para financiar Guaidó
A administração Trump está procurando uma maneira de impulsionar o financiamento ao líder oposicionista da Venezuela Juan Guaidó, que foi reconhecido pelos Estados Unidos e outros 49 países como o presidente interino do país. Descongelar ativos e empréstimos são algumas das opções.
Três agentes americanos disseram a jornalistas da CNN que a iniciativa faz parte da tentativa de tirar Nicolás Maduro do poder. O dinheiro seria para Guaidó pagar militares e outros servidores.
“Eles estão tentando descobrir como ajudar o governo interino a providenciar cheques, esse tipo de coisa, para ter uma possibilidade de dizer ‘ei, somos um governo que funciona'”, disse um oficial do Capitólio nos bastidores.
A administração considera várias alternativas para conseguir fundos e ajuda humanitária, disse a fonte.
Especialistas dizem que a entrega do dinheiro também é um problema. É improvável que os Estados Unidos mandem uma grande quantidade de notas por avião, dado o sistema de defesa aérea da Venezuela.
Uma das alternativas seria enviar o dinheiro por avião até a Colômbia e entregá-lo pela fronteira. Outra maneira seria aliviar as sanções de estatais de uma maneira que os fundos cheguem a Guaidó.
O governo dos EUA está ajudando Guaidó financeiramente desde que o país reconheceu o oposicionista como presidente interino da Venezuela, em janeiro deste ano. Os americanos enxergam o financiamento como chave para estabilizar o país e a liderança de Guaidó.
Dois dias após Guaidó declarar-se presidente interino, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, deu a ele o controle de ativos do governo venezuelano nos Estados Unidos, incluindo propriedades e contas de banco.
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