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Trump reclama de não receber Nobel da Paz e alega ter terminado oito guerras

Prêmio foi entregue à sul-africana Navi Pillay, juíza da Corte Internacional de Justiça

Estadão Conteúdo

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala à imprensa sobre a construção em andamento de um heliponto e outros projetos no Gramado Sul da Casa Branca, em Washington, D.C., em 19 de agosto de 2026
Trump alegou ter vencido uma guerra na Venezuela, embora o país sul-americano não tenha declarado guerra a nenhuma nação JIM WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou, em uma publicação nas redes sociais, de não ter recebido o Nobel da Paz, que foi entregue à sul-africana Navi Pillay, juíza da Corte Internacional de Justiça. Em uma publicação na Truth Social, Trump alegou ter encerrado oito guerras e estar perto de encerrar mais duas, além de recuperar “todos os reféns israelenses”.

Trump alegou ter vencido uma guerra na Venezuela, embora o país sul-americano não tenha declarado guerra a nenhuma nação. O americano também disse ter capturado o “ditador violento que governava aquele país de forma tão cruel”, em referência a Nicolás Maduro. Sobre o Oriente Médio, o presidente afirmou que impediu o “principal patrocinador estatal do terror, a República Islâmica do Irã, de obter uma arma nuclear”.

Ao fim, Trump reclamou que nem ele nem os EUA foram agraciados com o prêmio. “no entanto, com tudo isso, eu, ou os Estados Unidos da América, não recebemos o Prêmio Nobel da Paz. UAU!”

Pillay, que ganhou o prêmio, alfinetou o mandatário americano nesta semana. Em seu primeiro discurso após ser anunciada como a laureada deste ano, ela brincou que, se fosse muito aplaudida, talvez tivesse que dividir o prêmio com Trump. A fala faz referência à vencedora da honraria no ano passado, a líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, que presenteou o presidente americano com sua medalha.

Ontem, 9, o governo Trump também impôs novas e abrangentes sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI), onde Pillay atua, como parte de sua campanha para desmantelar a corte, que os Estados Unidos consideram politizada e acusam de tentar processar americanos e israelenses de maneira injusta e ilegal por supostos crimes de guerra.

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