Promotoria japonesa considera interrogar mulher de Carlos Ghosn
A promotoria do Japão está considerando interrogar a mulher de Carlos Ghosn diante da suspeita de que parte dos pagamentos da Nissan Motor a uma empresa de Omã foram desviados para contas de uma companhia em nome dela, disseram à agência de notícias “Kyodo” fontes ligadas ao caso.
A Promotoria suspeita que a companhia em nome de Carole Ghosn usou parte destes fundos desviados para adquirir um iate para uso particular.
A própria Promotoria requisitou na quinta-feira passada, dia no qual Ghosn foi novamente detido acusado de um quarto crime, o passaporte e um telefone celular da mulher,
As novas diligências que levaram Ghosn outra vez para a prisão estão relacionadas com uma série de transferências feitas em 2015 e 2018 para uma distribuidora de Omã e que, segundo a Promotoria, acabaram em parte em contas bancárias controladas por Ghosn e por sua família, entre eles nos cofres de uma empresa representada pela sua esposa.
O tribunal de Tóquio que instrui o caso aprovou na sexta-feira estender a detenção de Carlos Ghosn por mais dez dias até 14 de abril.
A prisão preventiva poderia ser estendida depois por outros dez dias se a corte considerar que é preciso mais tempo para investigar e se apresenta uma acusação formal contra o empresário franco-brasileiro.
*Com Agência EFE
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