‘As feministas fizeram de mim o que sou’, diz deputada que incentivou alunos a filmarem professores
Ainda durante a campanha eleitoral, a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC) chamou a atenção nas redes sociais e na mídia. Em outubro, Ana Caroline convocou alunos a denunciarem professores considerados “doutrinadores”.
Com suas críticas ácidas ao movimento feminista e defesa das armas, ela se tornou uma figura representativa dos jovens apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e afirma que deve às próprias feministas o destaque que ganhou no último ano.
“Por ser mulher e cristã, o que não tem nada a ver com luta de direitos, eu comecei a sofrer represálias do movimento feminista. (…) De fato, foram as feministas que de tanto baterem em mim fizeram com que a população se solidarizasse comigo e fizeram de mim o que sou, mas isso foi sem querer”, disse em entrevista ao Morning Show nesta sexta-feira (29).
Mas Ana Caroline reforça que não tem porquê agradecer às feministas. “Eu não devo nada [ao movimento], aliás a única coisa que devo ao movimento feminista é um vasto número de processos”.
“Ninguém nasce feminista ou ligado a qualquer tipo de ideologia. Acabei me tornando uma inimiga do movimento feminista quando percebi que a minha fé como cristã não é compatível com o movimento, e também que grande dos argumentos usados são falaciosos”, explicou sobre sua ojeriza ao feminismo.
“Homens e mulheres não são iguais. Esse é um dos maiores problemas do movimento feminista, ele pretende representar todas as mulheres. Os homens, por exemplo, não têm um movimento chamado ‘homismo’. O machismo é algo jogado sobre os homens, eles são acusados de serem machistas, eles não têm uma ideologia ‘homista’ até porque os homens são diferentes. (…) Então por que nós mulheres temos que nos ligar a um movimento ideológico?”, questiona a deputada.
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