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María Corina Machado retorna à Venezuela após quase um ano no exílio

Líder da oposição havia deixado o país em dezembro de 2025, após receber o Nobel da Paz

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A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado ganha o Prêmio Nobel da Paz de 2025, anunciou o Comitê Norueguês do Nobel em 10 de outubro de 2025. A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado discursa para apoiadores enquanto segura registros eleitorais durante um comício em Caracas em 28 de agosto de 2024.
A saída de Machado da Venezuela ocorreu após ela receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025, em uma operação sigilosa que contou com o apoio do governo americano de Donald Trump AFP

Após sucessivas tentativas de regressar à Venezuela, a líder oposicionista María Corina Machado anunciou neste domingo (25) que está novamente em território venezuelano. A política estava fora do país desde dezembro de 2025, quando deixou Caracas depois de meses vivendo na clandestinidade para escapar da repressão do governo de Nicolás Maduro.

A confirmação veio por meio de uma publicação de Machado na rede social X. “Estou aqui. Com vocês”, escreveu. O ex-candidato à Presidência Edmundo González, que enfrentou Maduro nas eleições de 2024, também anunciou o retorno da aliada. “Venezuela! Estou muito feliz em anunciar que nossa líder, minha querida Maria Corina, está em território venezuelano”, declarou.

A saída de Machado da Venezuela ocorreu após ela receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025, em uma operação sigilosa que contou com o apoio do governo americano de Donald Trump. Até então, a dirigente oposicionista permanecia escondida havia meses, em meio às medidas repressivas adotadas pelas autoridades venezuelanas contra adversários políticos.

A volta acontece em circunstâncias diferentes das que levaram Machado ao exílio. Nicolás Maduro foi deposto durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos, e o comando do país passou para Delcy Rodríguez, que integrava a administração anterior e assumiu a Presidência interinamente.

Apesar da mudança no comando do Executivo, setores da oposição acusam Rodríguez de preservar a estrutura de poder construída durante o chavismo. Nesse contexto, o retorno de Machado ocorre enquanto permanecem indefinidas as condições de sua participação na política venezuelana e o espaço que poderá ocupar na nova configuração do governo.

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