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Parlamento do Irã aprova suspensão da cooperação com a AIEA

De acordo com o presidente do Congresso iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, a agência se recusou 'a condenar minimamente o ataque às instalações nucleares do país e colocou em jogo sua credibilidade

Victor Trovão

Prédios da sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) refletidos nas portas com o logotipo da agência durante a reunião do Conselho de Governadores da AIEA em Viena, Áustria, em 13 de junho de 2025, onde o chefe da AIEA, Rafael Grossi, informou os membros do conselho sobre os ataques israelenses ao Irã, incluindo à instalação de enriquecimento de urânio de Natanz. (Foto de Joe Klamar / AFP)
Prédios da sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) refletidos nas portas com o logotipo da agência durante a reunião do Conselho de Governadores da AIEA em Viena, Áustria, em 13 de junho de 2025, onde o chefe da AIEA, Rafael Grossi, informou os membros do conselho sobre os ataques israelenses ao Irã, incluindo à instalação de enriquecimento de urânio de Natanz. (Foto de Joe Klamar / AFP) Foto de Joe Klamar / AFP

O Parlamento do Irã aprovou nesta quarta-feira (25) a suspensão da cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), informou a televisão estatal, após uma guerra de 12 dias em que Israel e Estados Unidos bombardearam as instalações nucleares do país. “A AIEA, que se recusou inclusive a condenar minimamente o ataque às instalações nucleares do Irã, colocou em jogo sua credibilidade internacional”, declarou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Em sua declaração, Ghalibaf anunciou que a Organização de Energia Atômica do Irã suspenderá a cooperação com a AIEA “até que seja garantida a segurança das instalações nucleares”. A decisão ainda requer a aprovação do Conselho de Guardiões, o órgão responsável por revisar a legislação.

No Parlamento, de 290 cadeiras, 221 legisladores votaram a favor e um optou pela abstenção. Não houve nenhum voto contra, segundo a televisão estatal. Israel iniciou uma campanha aérea sem precedentes em 13 de junho contra o Irã, país que acusa de tentar desenvolver arma nuclear. Teerã nega as acusações e defende seu direito a um programa nuclear civil.

Na madrugada de domingo, os Estados Unidos bombardearam as instalações nucleares de Fordo, Natanz e Isfahan, uma ação com a qual se uniu à guerra de Israel contra a República Islâmica. Um frágil cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após 12 dias de guerra, entrou em vigor na terça-feira.

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Após a votação desta quarta-feira, os deputados gritaram “Morte aos Estados Unidos” e “Morte a Israel”, informou a televisão estatal. Desde o início da guerra, as autoridades iranianas criticaram duramente a AIEA por não condenar os ataques israelenses.

*Com informações da AFP

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