‘Gigantesca’, ‘Uma das maiores vozes do Brasil’: artistas e amigos se despedem de Nana Caymmi
Morreu nesta quinta-feira (1) Nana Caymmi, aos 84 anos, em decorrência de problemas cardíacos. A morte foi confirmada pelo irmão da artista, o também músico e compositor Danilo Caymmi. Ela estava internada havia nove meses em uma clínica no Rio de Janeiro. Nas redes, amigos e admiradores também prestaram homenagens à cantora. “Uma perda imensa para a música do Brasil”, escreveu o músico João Bosco, com quem Nana dividiu palcos e microfones. Bosco também teve canções interpretadas por Nana Caymmi, como Quando o Amor Acontece.
O cantor Djavan disse que o país perde uma de suas maiores cantoras e ele, particularmente, uma amiga. “Descanse em paz, Nana querida. Vamos sentir muito sua falta, sua voz continuará a tocar nossos corações.” Alcione também diz que perdeu uma amiga e que a intérprete, filha de Dorival Caymmi, tinha “a voz”. “Quem poderá esquecer de Nana Caymmi?”
“Longe, longe ouço essa voz que o tempo não vai levar! Nana das maiores, das maiores das maiores”, postou a cantora Monica Salmaso, que já tinha prestado uma homenagem para Nana na última terça, quando a artista completou 84 anos. “Voz de catedral”, descreveu Monica na ocasião.
O escritor, roteirista e dramaturgo Walcyr Carrasco disse que, nesta quinta, a música brasileira deve ficar em silêncio em respeito à partida da artista. “Que sua voz siga ecoando onde houver saudade. Meus sentimentos à família, amigos e admiradores!”
A deputada federal e ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSOL-SP) disse que Nana Caymmi tinha uma das vozes “mais marcantes da música popular brasileira” e que a cantora deixa um “legado extraordinário” para o Brasil por meio de interpretações “únicas e carregadas de emoção”. “Que sua arte siga viva, e que ela descanse em paz”, disse a parlamentar.
A artista Eliana Pittman diz que se despede com tristeza de Nana Caymmi, a quem descreveu com uma das uma “das maiores vozes” que o Brasil já teve, e elogiou a cantora pela irreverência e forte personalidade.
“Nana nunca se curvou a convenções: cantava o que queria, do jeito que queria – e por isso, marcou gerações”, disse Eliana, que também fez elogios à qualidade técnica da intérprete. “Sua voz grave, seu timbre inconfundível e sua forma tão particular de existir na música deixam um vazio irreparável”.
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O Grupo MPB4 postou: “Siga em paz, querida Nana Caymmi! Nosso mais fraterno abraço para os amigos Dori Caymmi, Danilo Caymmi (irmãos de Nana Caymmi) e toda a família”.
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*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nátaly Tenório
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