Tarcísio não deve iniciar ataques contra Haddad antes do início oficial da campanha
A pré-campanha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem comemorado a estabilidade dos levantamentos internos mesmo após o aumento dos ataques do adversário Fernando Haddad (PT). Nas últimas semanas, Haddad e aliados passaram a intensificar críticas ao governador em temas considerados sensíveis pela campanha de Tarcísio, como a privatização da Sabesp e segurança pública. Além da divulgação de vídeos nas redes sociais, o ex-ministro da Fazenda ampliou os ataques em entrevistas, eventos e conversas com a imprensa.
Segundo auxiliares do governador, os trackings não registraram alterações relevantes até o momento. Com isso, a avaliação interna é que Tarcísio não deve partir para o confronto direto antes do início oficial da campanha. A estratégia é evitar desgaste. Interlocutores afirmam que a campanha entende que o eleitor demonstra cansaço em relação a disputas marcadas por ataques mútuos e responde melhor a mensagens ligadas a entregas de governo e propostas.
Outro fator considerado é o calendário eleitoral. Integrantes do entorno do governador avaliam que eventuais críticas ao adversário teriam mais efeito durante a campanha oficial, quando os argumentos estariam mais próximos do momento da votação.
Como a coluna mostrou, aliados de Tarcísio já vinham apontando falhas na estratégia adotada pelo PT. No Palácio dos Bandeirantes, a leitura é que há pouco espaço para novas linhas de ataque contra o governador, que vem sendo alvo de críticas desde o período em que era apontado como um dos principais nomes da direita para uma disputa presidencial.