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Beatriz Manfredini

Tarcísio não deve iniciar ataques contra Haddad antes do início oficial da campanha

Entorno de Tarcísio vê estabilidade em pesquisas internas mesmo com ofensiva de Haddad

Beatriz Manfredini

Tarcísio de Freitas, governador de SP
Tarcísio de Freitas, governador de SP RONALDO SILVA/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A pré-campanha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem comemorado a estabilidade dos levantamentos internos mesmo após o aumento dos ataques do adversário Fernando Haddad (PT). Nas últimas semanas, Haddad e aliados passaram a intensificar críticas ao governador em temas considerados sensíveis pela campanha de Tarcísio, como a privatização da Sabesp e segurança pública. Além da divulgação de vídeos nas redes sociais, o ex-ministro da Fazenda ampliou os ataques em entrevistas, eventos e conversas com a imprensa.

Segundo auxiliares do governador, os trackings não registraram alterações relevantes até o momento. Com isso, a avaliação interna é que Tarcísio não deve partir para o confronto direto antes do início oficial da campanha. A estratégia é evitar desgaste. Interlocutores afirmam que a campanha entende que o eleitor demonstra cansaço em relação a disputas marcadas por ataques mútuos e responde melhor a mensagens ligadas a entregas de governo e propostas.

Outro fator considerado é o calendário eleitoral. Integrantes do entorno do governador avaliam que eventuais críticas ao adversário teriam mais efeito durante a campanha oficial, quando os argumentos estariam mais próximos do momento da votação.

Como a coluna mostrou, aliados de Tarcísio já vinham apontando falhas na estratégia adotada pelo PT. No Palácio dos Bandeirantes, a leitura é que há pouco espaço para novas linhas de ataque contra o governador, que vem sendo alvo de críticas desde o período em que era apontado como um dos principais nomes da direita para uma disputa presidencial.