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Diretor e ex-número 2 da Abin prestam depoimento à PF nesta quinta

Luiz Fernando Corrêa e Alessandro Moretti estão envolvidos em uma investigação sobre um esquema de espionagem ilegal, conhecido como 'Abin Paralela', que teria ocorrido durante o governo de Bolsonaro

Luisa Cardoso

Fachada da Abin
Bras’lia 02/03/2023 - Fachada do prŽdio da Agncia Brasileira de Inteligncia (Abin).O presidente Luiz In‡cio Lula da Silva transferiu a Agncia Brasileira de Inteligncia (Abin) do Gabinete de Segurana Institucional (GSI) para a Casa Civil, pasta chefiada pelo ministro Rui Costa. O decreto com a mudana foi publicado no Di‡rio Oficial da Uni‹o desta quinta-feira (2).Foto: Antonio Cruz/Agncia Brasil Antonio Cruz/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (17), em Brasília, a Polícia Federal ouvirá o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, e o ex-diretor adjunto, Alessandro Moretti. Ambos estão envolvidos em uma investigação sobre um esquema de espionagem ilegal, conhecido como “Abin Paralela”, que teria ocorrido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os depoimentos estão programados para a parte da tarde, com os dois sendo ouvidos simultaneamente, mas em salas separadas, para evitar a combinação de versões. Correa e Moretti são alvos de investigação por suspeitas de obstrução das investigações relacionadas à espionagem ilegal.

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Apesar de não terem atuado diretamente na gestão de Bolsonaro, eles são acusados de dificultar o acesso da Polícia Federal a dados cruciais e de pressionar a corregedoria da Abin para abafar as apurações. Essas ações resultaram na demissão de Moretti há alguns dias. Além disso, há alegações de que agentes da Abin teriam invadido o sistema do governo paraguaio em busca de informações sobre a usina de Itaipu, um ponto que também está sob investigação. Os depoimentos de Corrêa e Moretti são considerados fundamentais para o fechamento do inquérito, que a Polícia Federal pretende concluir até o final do mês. Após a coleta dessas informações, a expectativa é que um relatório com os indiciados seja entregue. A investigação visa esclarecer as ações da “Abin Paralela” e suas repercussões, tanto no Brasil quanto em relação ao governo paraguaio.

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