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Presidente da Colômbia e Trump conversam por telefone; Petro pede retirada de sanções

Líder dos EUA não sabia que colombiano estava na lista da OFAC e que é contra o vencedor das eleições

Rafael Rintzel

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e Donald Trump.
Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e Donald Trump. Reprodução / X

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, conversou por ligação, nesta sexta-feira (3), com o comandante dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que retirasse seu nome e o de sua família da lista da OFAC, que é o cadastro de pessoas, empresas e países sujeitos a sanções e que proíbe comércio com entidades estadunidenses.

Conforme o líder da Colômbia, Trump nem sabia que seu nome fazia parte da lista e prometeu tomar providências sobre isso. Ele ainda afirmou que se surpreendeu que o republicano não soubesse que ele é contra o vencedor das eleições colombianas, Abelardo de la Espriella, que assume o comando do país em 7 de agosto.

Essa foi a quarta vez que os dois conversaram, como destacado por Petro junto com o conteúdo da ligação em suas redes sociais. Segundo ele, “foi uma conversa amável” e Trump disse que Petro é um “godman [algo como homem de Deus]” e espera que possam conversar depois.

Durante a conversa, o presidente colombiano pediu ajuda ao comandante dos EUA para impedir que o ódio gerado por uma parte da sociedade colombiana não se transforme em sangue e violência contra aqueles que os provocam e financiam. Ainda alertou Trump sobre a polarização crescente entre Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Eu o alertei sobre a enorme polarização crescente entre a sociedade dos 5 países que Simón Bolívar libertou e que, até sua morte, sempre carregou o mecha de cabelo que George Washington lhe deu.

Combate às drogas

Petro também repassou a Trump os dados atuais do programa de substituição voluntária de cultivos de folha de coca, em que o governo colombiano oferece incentivos financeiros e técnicos para os agricultores trocarem o cultivo da coca por culturas lícitas, como café, cacau e coco.

O plano, chamado em espanhol de Programa Nacional Integral de Sustitución de Cultivos de Uso Ilícito (PNIS), visa diminuir a produção da planta no país, que tem fortes raízes históricas com o cultivo da planta utilizada na produção de cocaína. Parceiros internacionais, como os EUA, fornecem insumos, assistência técnica, infraestrutura de processamento e viabilizam o escoamento da produção.

Conforme o presidente colombiano, o programa avançou muito em seu governo, orgulhando a sociedade colombiana. Ele informou que deixou investimentos programados até o final de 2026, mesmo deixando o governo em agosto.