Defesa pede julgamento presencial no STF de desembargador ligado ao caso TH Joias
A defesa do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto pediu nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o julgamento na Primeira Turma seja presencial com direito a sustentação oral. O magistrado está preso desde dezembro de 2025.
Moraes encaminhou o julgamento do desembargador para o Plenário virtual. Assim, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin teriam de 14 a 21 de agosto para votarem.
A Moraes, os advogados do desembargador expuseram que a Primeira Turma analisará a ação penal “em toda sua extensão” e não só “um ponto específico”. A defesa afirmou também que em julgamento presencial “aspectos do conjunto probatório” poderão ser esclarecidos.
“Há, ainda, razão adicional que justifica o destaque do feito. Esta é a primeira ação penal decorrente das investigações originadas da denominada ‘ADPF das Favelas’, de modo que as questões preliminares aqui suscitadas não se esgotam neste processo”, acrescentou a defesa do desembargador.
Macário Ramos Júdice Neto é investigado por suposto vazamento da Operação Zargun, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que resultou na prisão do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego dos Santos (MDB), o TH Joias. O desembargador era relator do processo no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).
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