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Bruno Pinheiro

Bolsonaro assiste ao julgamento no Senado Federal ao lado de filho e aliados

Na terça-feira, ex-presidente chegou de surpresa à Primeira Turma do STF para acompanhar a sessão; ele não falou com a imprensa e rejeitou a água oferecida pela Corte

Bruno Pinheiro

Jair Bolsonaro com o deputado federal Rodolfo Nogueira, o ex-ministro Gilson Machado, a senadora Damares Alves e seu filho Flávio Bolsonaro, também senador da República
Snapins.ai_486672597_18396770008111551_5128311809082036006_n_1080 Reprodução/Instagram/@damaresalvesoficial1

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu assistir ao último dia de julgamento no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na terça-feira, Bolsonaro chegou de surpresa à Primeira Turma do STF para assistir ao primeiro dia de julgamento que analisa a aceitação ou não da denúncia. Bolsonaro não falou com a imprensa, rejeitou a água oferecida pelo Supremo através de seus advogados e não expressou reações durante as falas dos ministros.

Bolsonaro deverá conceder uma entrevista coletiva nesta quarta-feira, minutos após o encerramento do julgamento. Aliados políticos também acompanham o ex-presidente no gabinete do senador Flávio.

A sessão teve início com o voto do relator, Alexandre de Moraes. Em seguida, os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin proferem seus votos. Se a maioria dos magistrados votar pela aceitação da denúncia da PGR, Bolsonaro e mais sete acusados passarão à condição de réus e vão responder a uma ação penal no STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

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Com a eventual abertura do processo criminal, os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Com o fim da instrução do processo, o julgamento será marcado, e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento. Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão.

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