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Jatinho de empresário brasileiro é apreendido na Bolívia com 189 kg de ouro

Aeronave de MS transportaria carga avaliada em US$ 25 milhões para Dubai; seis pessoas foram detidas pelas autoridades locais

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Jatinho de empresário brasileiro é apreendido na Bolívia com 189 kg de ouro
Jatinho de empresário brasileiro é apreendido na Bolívia com 189 kg de ouro Reprodução / Redes Sociais

A aeronave PS-ZRZ, pertencente ao empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo, foi apreendida pelas autoridades da Bolívia após a retenção de cerca de 189 quilos de barras de ouro que seriam embarcadas em um voo fretado com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A carga foi interceptada no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, após a identificação de irregularidades na documentação de exportação.

Em comunicado divulgado no último dia 22, a Aduana Nacional da Bolívia informou que tomou conhecimento da existência de bagagens de mão contendo ouro antes do embarque do voo. Durante a verificação, os agentes constataram que não havia autorização de exportação registrada no sistema oficial “SUMA”, exigida pela legislação aduaneira do país.

“Foram realizadas as averiguações para verificar se existia alguma autorização de exportação (…), sem que fosse encontrado qualquer registro no sistema ‘SUMA'”Aduana Nacional da Bolívia

Segundo o órgão, um servidor do Serviço Nacional de Registro e Controle da Comercialização de Minerais e Metais (Senarecom) foi chamado para analisar a documentação apresentada. Após a conferência, o formulário de exportação M03 foi apontado como, supostamente, inválido. Diante das inconsistências, a Aduana acionou a administradora dos aeroportos bolivianos (Naabol) e a polícia, que reteve o ouro e iniciou as investigações.

No comunicado, a Aduana reforçou que todas as exportações devem ser autorizadas previamente pelo sistema “SUMA”, conforme a regulamentação vigente, e afirmou que está colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades bolivianas.

A assessoria do Grupo Dallas, pertencente ao empresário Valdir Zorzo, afirmou à Jovem Pan que o empresário não estava na aeronave e “não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis vigentes”. Apesar da informação divulgada pelo órgão boliviano, a aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão.

“O Sr. Valdir Zorzo tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e determinou a imediata apuração interna, com preservação integral dos registros e colaboração com as autoridades competentes, no Brasil e no exterior. O Sr. Valdir Zorzo e o Grupo Dallas repudiam qualquer prática ilícita e colocam-se à disposição das autoridades para o pleno esclarecimento dos fatos”Grupo Dallas

Carga avaliada em US$ 25 milhões

De acordo com o jornal sul-mato-grossense MídiaMax, a carga foi avaliada pelas autoridades em cerca de US$ 25 milhões e seria enviada para Dubai. O caso também levou à restrição da aeronave utilizada no voo, registrada em nome de Valdir Zorzo, proprietário da Dallas Alimentos, sediada em Nova Alvorada do Sul (MS).

O plano de voo autorizava a utilização da aeronave PS-ZRZ no transporte. O documento indica que o avião entrou na Bolívia em 21 de julho, após decolar de Campo Grande (MS) com escala em Corumbá. O piloto responsável pelo voo era Jim Clark D’Angelo Macedo, que se identifica como comandante na empresa de Zorzo em seu perfil profissional.

As autoridades bolivianas informaram que o voo havia sido fretado por uma empresa do país. Um homem de 22 anos, identificado como Ádrian Lema Roca, foi apontado como responsável pelas quatro malas que continham o ouro. Ele teve a prisão preventiva decretada por 150 dias e foi encaminhado ao presídio de Palmasola.

Outras cinco pessoas chegaram a ser presas e posteriormente liberadas após prestarem esclarecimentos. Entre elas, segundo a imprensa boliviana, estão três servidores públicos ligados à alfândega, ao Senarecom e ao processamento de voos fretados no Aeroporto de Viru Viru.

O Ministério Público da Bolívia conduz a investigação por suspeitas de contrabando, comercialização ilegal de recursos minerais e enriquecimento ilícito. Conforme as autoridades, uma empresa sediada em La Paz também é investigada por possível ligação com a propriedade e a exportação do ouro.

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