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Política

Guilherme Derrite, o policial que virou político e disputa Senado pela 1ª vez com apoio de Flávio e Tarcísio

Ex-secretrário da Segurança Púlica de São Paulo aparece na pesquisas entre os favoritos para uma das duas vagas

Sarah Américo

Derrite apresenta quinta versão do PL Antifacção a líderes do Centrão
Guilherme Derrite concorre ao Senado por São Paulo TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Guilherme Muraro Derrite (Progressistas), 42 anos, é o único candidato apoiador do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que aparece entre os os favoritos nas pesquisas para ser eleito senador pelo Estado de São Paulo.

Concorrendo ao lado de duas ex-ministras, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que estão empatados com o ex-secretrário da Segurança Púlica de São Paulo, ele quer ficar com uma das duas vagas ao cargo. Neste ano, nas eleições marcadas para outubro, os brasileiros vão escolher dois senadores em cada estado.

Diferente de suas adversárias, que tem uma longa carreira no meio político, Derrite estreou na área em 2018. Sua primeira disputa eleitoral foi como deputado federal. Foi eleito recebendo 119.034 votos.

Em 2022, concorreu mais uma vez, e novamente ficou com o cargo. Foi reeleito, dessa vez pelo Partido Liberal (PL), com 239.772 votos. Agora em 2026 tenta um cargo diferente, o de senador, na chapa apoiada pelo governador Tarcísio de Freitas.

Durante a campanha eleitoral, iniciada no dia 28 de agosto, Derrite, ao lado de André do Prado (PL-SP), que também concorre a uma vaga ao Senado, é o candidato com mais tempo de inserção na televisão. Conforme mostrado pela Jovem Pan, ele terá 314 inserções diárias, mais que o dobro das suas principais adversárias, Tebet e Marina.

De policial a político

Formado em Bacharel em Ciências Sociais e Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e com Pós-Graduação em Ciências Jurídicas, Guilhereme Derrite ingressou na Polícia Militar em 2003. Atuou como tenente nas Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (ROTA), de 2010 a 2013, onde chefiou o pelotão de Força Tática do 49º Batalhão de Polícia Militar Metropolitana (BPM/M).

Já na política, foi vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, onde conseguiu a aprovação do Projeto de Lei 6579/2013, de sua autoria, que acaba com as saídas temporárias de presos no Brasil. No governo Tarcísio, Derrite foi o escolhido para assumir a Secretaria da Segurança Pública do Estado, cargo do qual foi exonerado quando foi escolhido para ser o relator do projeto de lei antifacção, apresentado pelo governo após a megaoperação em 2025 que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro.

Em fevereiro deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou o PL Antifacção, que aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão de bens do investigado em certas circunstâncias. O projeto já tinha sido aprovado pelo Senado em dezembro de 2025, com modificações ao texto original do Poder Executivo.

Sabatina na Jovem Pan

Na sabatina da Jovem Pan, o candidato defendeu a adoção da prisão perpétua para determinados crimes no Brasil e reconheceu que, para alterar a proibição prevista atualmente na Constituição, seria necessária uma nova Constituinte.

Guilherme Derrite também afirmou que concorda com a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos, mas disse lamentar que a iniciativa tenha partido do governo Donald Trump, e não do governo brasileiro.

“Primeiro, eu lamento que tenha sido feito pelo Trump, devia ter sido feito pelo Presidente da República, que não teve coragem pra isso e nada faz para combater o crime organizado. Então eu vejo que o governo americano acerta em classificar como terroristas, porque é o que eles são mesmo”, afirmou. Segundo Derrite, a medida poderia abrir espaço para maior cooperação entre os dois países, principalmente no compartilhamento de informações de inteligência e no combate à lavagem de dinheiro.

Pesquisa eleitoral

Pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada em 25 de agosto, mostra um empate técnico entre Tebet, Derrite e a Marina Silva. Eles lideram a corrida pelas duas vagas ao Senado em São Paulo. Segundo a pesquisa, Marina e Derrita estão numericamente empatados com 12% das intenções de votos totais.

A ex-ministra Simone Tebet (PSB) registrou 11% e está tecnicamente empatada com os dois.

Em seguida, aparece o presidente da Alesp, André do Prado (PL), com 7%. Ele está empatado na margem de erro com Tebet. O deputado federal Ricardo Salles (Novo) tem 5%.

A Quaest entrevistou 1.800 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, 95%. A pesquisa foi contratada pelo grupo Globo e registrada no TSE sob o número SP-06946/2026.

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