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Beatriz Manfredini

Defesa de produtora de Dark Horse aciona STF após operação da Polícia Federal

Advogado afirma que reclamação constitucional criminal não questiona mérito da investigação e que empresária entregou mais de 20 mil laudas de documentos à PF

Beatriz Manfredini

Dark Horse
Filme Dark Horse Divulgação

A defesa da empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up ajuizou, nesta quinta-feira (10), uma reclamação constitucional em jurisdição criminal perante a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), após a operação da Polícia Federal realizada na manhã de hoje. A nota, assinada pelo advogado Ricardo Sayeg, diz a medida não questiona o mérito da investigação.

A defesa da empresária, que produziu o filme Dark Horse, afirma, no entanto, que Karina vinha contribuindo de “forma espontânea e voluntária” com as autoridades e que, na última sexta-feira (4), atendeu a uma solicitação da Polícia Federal e entregou mais de 20 mil laudas de documentos.

O texto ressalta, ainda, que a entrega do material “demonstra a boa-fé e a lealdade processual da empresária”. Como mostrou a coluna, Karina Gama registrou, em cartório, um documento registrando que sofreu pressões para fazer uma delação premiada sobre a peça, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a defesa, a reclamação constitucional busca assegurar a autoridade das decisões da Presidência do STF e o respeito à competência do juiz natural. A nota destaca, ainda, que a defesa “confia nas instituições e na Suprema Corte para garantir o devido processo legal”.

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