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EUA dizem que barco foi afundado no Pacífico com suposta ligação ao narcotráfico

Tripulantes foram retirados do barco antes do ataque à navegação

Estadão Conteúdo

Esta captura de tela de um vídeo postado pelo Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em sua conta no Facebook em 6 de novembro de 2025, mostra o que Hegseth afirma ser um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por uma Organização Terrorista Designada. As forças americanas atacaram, em 6 de novembro, outro barco supostamente envolvido com tráfico de drogas no Caribe, matando três pessoas, disse o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, elevando o número de mortos na controversa campanha antidrogas de Washington para pelo menos 70. Hegseth divulgou imagens aéreas do ataque no Facebook, que, segundo ele, ocorreu em águas internacionais, como os ataques anteriores, e teve como alvo "uma embarcação operada por uma Organização Terrorista Designada".
As autoridades do Equador não fizeram comentários sobre este novo caso. A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas. Foto por HANDOUT / US SECRETARY OF DEFENSE PETE HEGSETH'S X ACCOUNT / AFP

O Comando Sul dos EUA informou, nesta terça-feira (16), o afundamento nas águas do Pacífico de outro barco do Equador, identificado como uma “estação de reabastecimento flutuante que apoiava operações ilícitas de tráfico de drogas em alto-mar”, supostamente associada à perigosa facção criminosa Los Choneros.

Os americanos garantiram que os tripulantes foram retirados do barco e “serão transferidos para as autoridades equatorianas”. Em publicação no X, os EUA divulgaram um vídeo que mostra um helicóptero sobrevoando a embarcação, que depois é abordada por um grupo de militares estrangeiros, e, finalmente, uma explosão que a destrói.

As autoridades do Equador não fizeram comentários sobre este novo caso. A embarcação, identificada como “Siempre Don Carlos”, é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas.

Estes episódios se somam aos de outras três embarcações cujos tripulantes afirmam ter sido interceptados por forças norte-americanas este ano. Além disso, há o caso do barco “Fiorella”, cujos oito pescadores seguem desaparecidos desde janeiro. Os tripulantes das demais embarcações retornaram ao país.

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