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Brasil assume presidência do Brics a partir de 2025

Sob o lema 'fortalecendo a cooperação do Sul global para uma governança mais inclusiva e sustentável', país retorna à liderança do bloco após seis anos

Luisa Cardoso

Lula no Brics
000_33T63CU GIANLUIGI GUERCIA / AFP

O Brasil está prestes a assumir a presidência do Brics em 2025, um grupo que reúne as maiores economias emergentes do mundo, incluindo Rússia, China, Índia, África do Sul e Emirados Árabes Unidos. Sob o lema “fortalecendo a cooperação do Sul global para uma governança mais inclusiva e sustentável”, o país retorna à liderança do bloco após seis anos. O professor de relações internacionais Vladimir Feijó, da Uni Arnaldo, destaca que o principal desafio do Brasil será promover a abertura econômica e buscar acordos de comércio que possam compensar dificuldades em negociações como o acordo Mercosul-União Europeia e as tarifas prometidas por Donald Trump.

Além do comércio, outros temas relevantes para a presidência brasileira incluem a cibersegurança, a transição energética e as mudanças climáticas. O Brasil pretende atuar como um elo entre os acordos do G20 e a COP-30, que ocorrerá em Belém do Pará em 2025. O país é visto como uma potência emergente, e há grandes expectativas em relação ao seu engajamento em assuntos internacionais, dada sua extensão territorial, população e tradição diplomática. No entanto, o Brasil enfrenta desafios internos, como dificuldades de diálogo entre partidos e pressões internacionais, que podem afetar sua constância em políticas nacionais.

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O principal objetivo do Brics é reformar o sistema de governança global, incluindo mecanismos como o Conselho de Segurança da ONU. O bloco é visto como uma força emergente que pode influenciar a distribuição de poder no século XXI. De acordo com o professor de relações internacionais, caso a ONU não seja reformulada, há a possibilidade de o BRICS criar uma instituição paralela, com apoio de outros países. A parceria entre Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia começou em 2009, com a primeira cúpula realizada sem a presença da África do Sul.

Publicado por Luisa Cardoso
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