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Reforma tributária: Líder do União Brasil defende teto para alíquota e diz que não dá para ter ‘o maior IVA do mundo’

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, senador Efraim Filho disse não acreditar em votação da proposta nesta semana na CCJ e no plenário

Lucas Lima

O senador Efraim Filho (União-PB) defendeu nesta segunda-feira, 6, um teto para as alíquotas da reforma tributária. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, o líder partidário disse que não vai aceitar o Brasil ter “o maior IVA (Imposto sobre Valor Agregado) do mundo”. “Defenderei que tenhamos um teto para a carga tributária. O governo vai ter que se contentar com aquela receita. Não dá para fazer cara de paisagem com a perspectiva de se ter o maior IVA do mundo. Não dá para o Brasil começar assim. Importante lembrar que os impostos sobre consumo são apenas uma fatia da receita dos governos. Tem ainda a outra parte: a renda e o patrimônio. Para defender o cidadão, estaremos muito atentos e provavelmente pleitear na CCJ um teto para carga tributária, algo que o relator Eduardo Braga já se posicionou favoravelmente”, explicou o senador. A reforma tributária deve ser discutida nesta terça-feira, 7, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A expectativa que a proposta vá para votação no Plenário nos dias 8 e 9 de novembro para que possa ser devolvida à Câmara dos Deputados até o dia 10 de novembro. Para ser aprovada, a PEC depende do apoio de 3/5 da composição de cada Casa Alta, tendo em vista que a pauta só obtém aprovação caso exista a concordância da maioria no Congresso Nacional.

Para Efraim Filho, a reforma tributária não deve ser votada nesta semana tanto na CCJ quanto no Plenário da Casa. “Não acredito que esse calendário será cumprido a risca. Deve se estender um pouco mais. Na pior das hipóteses, vamos levar ao plenário daqui 15 dias. Assim será uma questão de mais feeling. É um tema que tem divergências e dificilmente em uma sessão da CCJ conseguirá ser aprovado”, explicou o parlamentar, que ainda criticou o atual modelo tributário do país. “É hora de definir no voto se é possível ou não avançar com essa matéria. Se as divergências existem, há um consenso. O consenso que se obteve até agora é que o atual modelo está esgotado. É um modelo arcaico, obsoleto, ultrapassado e que só atrapalha quem quer produzir. Então temos que realmente fazer uma mudança. E isso não pode ser esporádico, muda uma coisa ou outra ali. Não adianta fazer remendo em tecido podre. Vai rasgar de novo. Vamos buscar no IVA aquilo que é praticado no mundo pelas economias mais desenvolvidas. Ninguém está inventando nada na reforma tributária. A mudança de modelo é bem-vinda e precisa estar acompanhada de muita cautela na hora da definição das alíquotas”, acrescentou.

Confira a íntegra da entrevista com o senador Efraim Filho (União-PB):

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