Líder da oposição no Senado critica decisão de Lewandowski sobre lei das estatais: ‘Golpe na meritocracia’
O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu uma norma que proíbe indicação política para estatais. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 16. A regra da Lei das Estatais não permitia indicações de conselheiros e diretores que sejam titulares de cargos públicos ou que tenham trabalhado em campanhas eleitorais para a direção das estatais. Com a suspensão, membros dos governos federal, estadual e municipal poderão ser indicados para atuarem em empresas públicas. A norma foi aprovada em 2016, durante o governo de Michel Temer (MDB). Líder da oposição no Senado, Marinho vê a decisão do ministro como um “golpe a meritocracia”. “Decisão judicial se cumpre, mas é lamentável que um ministro do STF possa suspender lei aprovada pelo Congresso. É um golpe na meritocracia”, disse o senador pelo Twitter.
Segundo Marinho, a Lei das Estatais trouxe resultados positivos para as empresas públicas. “Com a Lei das Estatais, as empresas saíram de um prejuízo de R$ 32 bi em 2015, após o desastre do PT, para um lucro de R$ 188 bi em 2021”, afirmou. Na visão do ministro da Suprema Corte, a regra possui distorções. O magistrado é relator de um ação do PCdoB, onde a sigla questiona o motivo das restrições impostas referente às indicações políticas. “Em que pesem as louváveis intenções do legislador, repita-se, cujo escopo foi o de evitar o suposto aparelhamento político das empresas estatais, bem assim o de imunizá-las contra influências espúrias, na verdade, acabaram por estabelecer discriminações desarrazoadas e desproporcionais – por isso mesmo inconstitucionais – contra aqueles que atuam, legitimamente, na esfera governamental ou partidária”, disse o relator.
[jp-related-posts ids=”1384679,1384667″]
Assuntos
continue lendo
Política
Alckmin diz que remoção de posts sobre Nossa Senhora era ‘censura prévia’ de Mendonça
"Infelizmente, nos últimos dias, publicações tratando de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, estavam sendo removidas da internet por decisões arbitrárias", disse o vice-presidente
- AGU pede ao STF prazo de 72 horas para responder sobre proibição das bets Jovem Pan · há 48 minutos
- Quaest: rejeição a Lula diminui 1% e a de Flávio se mantém Estadão Conteúdo · há 2 horas
- Aliados de Gleisi acionam TSE para ampliar restrições à campanha de Deltan Misael Mainetti · há 2 horas
- Dino cita risco de ‘censura em massa’ e leva caso de Nossa Senhora ao plenário Jovem Pan · há 2 horas