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AGU pede ao STF prazo de 72 horas para responder sobre proibição das bets

Pedido foi feito ao ministro Luiz Fux após entidades do setor questionarem medida do governo federal que suspendeu apostas no país

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Apostas esportivas
AGU pede ao STF prazo de 72 horas para responder sobre proibição das bets Joédson Alves / Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) prazo de 72 horas para se manifestar sobre os questionamentos feitos pelo setor de apostas esportivas contra a proibição das bets no Brasil.

O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (28) ao ministro Luiz Fux, relator das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.721, 7.723 e 7.749.

No documento, a AGU solicita que a Presidência da República e o próprio órgão tenham vista para responder às alegações apresentadas pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

“Requerer a abertura de vista à Presidência da República e ao Advogado-Geral da União, para manifestação, em 72 horas, a respeito das alegações deduzidas pela ANJL e pelo IBJR”Advocacia-Geral da União (AGU)

Entenda o caso

As entidades do setor acionaram o STF para questionar a medida provisória editada pelo governo federal que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa e dos jogos on-line no país.

Em nota divulgada na sexta-feira (25), a ANJL afirma que a decisão poderá levar mais de 30 milhões de apostadores ao mercado ilegal, além de comprometer milhares de empregos e investimentos realizados pelas empresas.

A entidade também questiona a segurança jurídica da medida, argumentando que as operadoras pagaram outorgas que garantiam o direito de explorar o serviço por cinco anos.

Indenização por investimentos e outorgas

Segundo a ANJL, as empresas pagaram R$ 30 milhões para obter autorização de funcionamento e realizaram investimentos em infraestrutura, contratação de profissionais e instalação de escritórios no Brasil.

“A outorga significa uma contrapartida paga pelas empresas para a exploração do serviço de apostas de quota fixa por cinco anos. E o pedido de ressarcimento abrangeria não apenas os R$ 30 milhões, mas também indenizações por danos materiais, em função de todos os investimentos feitos pelo setor no país, e danos morais”, explicou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.

A entidade também sustenta que o encerramento das atividades terá impacto sobre a arrecadação federal. Segundo a associação, o setor recolheu quase R$ 10 bilhões em tributos somente no primeiro semestre de 2026.

Na avaliação da ANJL, a interrupção das operações também atingirá empresas e trabalhadores que prestam serviços ao setor, além de comprometer recursos destinados a áreas como saúde, previdência social, esporte e segurança pública.

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