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Copa do Mundo

Embaixador do Catar na Copa do Mundo classifica homossexualidade como ‘dano mental’

O país até tolerará visitantes homossexuais, mas 'eles têm que aceitar nossas regras', disse Salman

Pedro Sciola

Embaixador do Catar na Copa do Mundo de 2022, Khalid Salman causou polêmica nesta terça-feira, 8, ao proferir declarações homofóbicas. Em entrevista à emissora alemã “ZDF”, o também ex-jogador da seleção local classificou a homossexualidade como um “dano mental” e um “pecado”. De acordo com o Salman, o país até tolerará visitantes homossexuais, mas avisou: “Eles têm que aceitar nossas regras”. Desde a oficialização do Catar como sede do Mundial, muitas críticas foram feitas ao país, principalmente pelo tratamento aos trabalhadores imigrantes e sua posição sobre os direitos das mulheres e LGBTQIA+. Algumas seleções europeias, inclusive, já anunciaram que vão usar braçadeiras com as cores do arco-íris e a mensagem “One Love” numa campanha contra o preconceito. Oficialmente, a Fifa enviou uma carta para as equipes nacionais pedindo para que elas “se concentrem no futebol, não na política”. O torneio está marcado para acontecer entre 20 de novembro e 18 de dezembro.

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