Esquerda celebra renúncia de Zambelli, mas ressalta que decisão não reverte a inelegibilidade
A renúncia de Carla Zambelli (PL-SP) foi comemorada pelos parlamentares de esquerda, que comentaram a decisão nas redes sociais. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, cobrou a cassação do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).
“A renúncia não produz qualquer efeito jurídico: não apaga os fatos, os crimes e nem os efeitos da condenação. Ou a Mesa cumpre imediatamente a Constituição e as decisões do STF, ou continuará incidindo em omissão inconstitucional, passível de caracterizar, em tese, crime de responsabilidade e prevaricação”, escreveu Lindbergh Farias em seu perfil no X.
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O deputado Ivan Valente (Psol-SP) celebrou a renúncia, mas ressaltou que ela não reverte a inelegibilidade de Zambelli. “Renunciou! Carla Zambelli, presa na Itália e aguardando extradição para o Brasil, renunciou ao mandato, tentando escapar da inelegibilidade, mas não vai adiantar nada, porque a Constituição Federal é explícita: ‘perderá o mandato o deputado ou senador que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado'”, afirmou Valente.
Rogério Correia (PT-MG) também focou na inelegibilidade e elogiou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “Zambelli se afasta da Câmara, mas não vai fugir da inelegibilidade. A Câmara se acovardou diante da bancada da extrema-direita e não cassou a deputada golpista, condenada com trânsito em julgado. Parabéns ao STF pela firmeza na defesa da democracia”, afirmou o deputado.
Zambelli anunciou sua renúncia neste domingo (14) ao cargo de deputada federal. A decisão vem após uma semana em que a Câmara manteve a deputada no cargo, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou a perda imediata do mandato no dia 11 de dezembro.
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