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Rússia diz aceitar negociação se Ucrânia ‘depuser as armas’

Declaração foi dada pelo ministro das Relações Exteriores do país, Serguei Lavrov, em coletiva de imprensa nesta sexta

Pedro Jordão

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que o país está disposto a negociar com as autoridades da Ucrânia, mas apenas se ela “depuser as armas”. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 25, após o exército russo formar um cerco na capital ucraniana, Kiev, e realizar disparos de mísseis conta a cidade. “Estamos prontos para negociações, a qualquer momento, assim que as forças armadas ucranianas ouvirem nosso chamado e depuserem suas armas”, disse Lavrov. Esta quinta é o segundo dia de ataques do Kremlin contra os ucranianos. O conflito já deixou dezenas de mortos. A Ucrânia já instituiu lei marcial no país e um toque de recolher na capital, que amanheceu sob ataque. O chanceler ainda declarou que a Rússia quer “libertar a Ucrânia da opressão”. “O presidente [Vladimir] Putin, tomou a decisão de realizar uma operação militar especial para desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia e, assim, livrar da opressão, os próprios ucranianos poderão decidir seu futuro”, afirmou o ministro. O ministro russo também reforçou as palavras de Putin ao afirmar que “ninguém está se preparando para ocupar a Ucrânia. O objetivo da operação é claro: desmilitarização e desnazificação”. A Rússia acusa a Ucrânia de cometer um “genocídio” da população de língua russa no leste do país. Apesar disso, o país não apresenta nenhuma prova da acusação.