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Encerramento da Cúpula dos Líderes tem promessas ao fundo para florestas e discurso de Lula sobre petróleo e transição energética

Presidente do Braisl mencionou, ainda, a possibilidade de criação de um fundo específico para financiar essa mudança

Sarah Américo

cúpula dos líderes
cúpula dos líderes Ricardo Stuckert / PR

O encerramento da Cúpula dos Líderes, evento preparatório para a COP-30, em Belém (PA), nesta sexta-feira (7) foi marcado por novas negociações em torno do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) — uma das principais apostas do governo brasileiro nas discussões climáticas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a presença de dezenas de chefes de Estado para defender que parte dos lucros do setor de petróleo seja direcionada à transição energética, citando o etanol como exemplo de energia limpa. Lula mencionou, ainda, a possibilidade de criação de um fundo específico para financiar essa mudança. O presidente ponderou que a transição deve ser “gradual”, destacando a importância de ampliar as fontes renováveis sem comprometer a soberania energética do país.

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Alemanha promete aporte “considerável”

Durante o evento, o governo da Alemanha anunciou que vai investir um valor “considerável” no TFFF, embora sem divulgar a quantia. O gesto foi considerado positivo, mas ficou aquém das expectativas brasileiras. Segundo interlocutores do governo, há indicação de que o montante pode ultrapassar US$ 3 bilhões, mesmo valor prometido pela Noruega na quinta-feira.

Com o novo compromisso, o fundo já soma cerca de US$ 5,5 bilhões em promessas feitas por Brasil, Noruega, França, Indonésia e Portugal. A meta do governo é alcançar US$ 25 bilhões em aportes de governos e entidades internacionais, sem prazo definido.

Fundação australiana faz primeiro aporte privado

A Fundação Minderoo, do bilionário e filantropo australiano Andrew Forrest, anunciou a primeira contribuição privada ao fundo, no valor de US$ 10 milhões. A entidade afirmou que o investimento busca atrair “outras fundações, escritórios familiares e investidores privados”, de forma a mobilizar capital adicional para valorizar as florestas em pé.

Críticas e ajustes nos preços da alimentação

Nos bastidores da cúpula, um dos temas mais comentados foi a redução dos preços de alimentos e bebidas vendidos na chamada Zona Azul, após críticas registradas no primeiro dia do evento. O refrigerante caiu de R$ 25 para R$ 20, enquanto pratos como strogonoff e frango xadrez passaram de R$ 60 para R$ 45. A água mineral também teve queda, de R$ 25 para R$ 20.

Alguns itens, porém, mantiveram valores altos, como o café coado (60 ml) e os chás, vendidos a R$ 18. Também foram incluídas opções de doces regionais, como trufas de cupuaçu e castanha-do-Brasil, a R$ 15 cada.

O evento encerra a série de discussões preparatórias para a COP-30, que será realizada em Belém em 2025, consolidando o papel do Brasil no debate global sobre clima e preservação das florestas tropicais.

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*Com informações do Estadão Conteúdo