JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Equador x Guatemala | 16h30 - 19h00
Brasil

Governo diz colaborar com investigação da PF sobre alerta falso da Defesa Civil

Por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o Planalto comunicou que as informações sobre o caso serão divulgadas ao fim da apuração

Jovem Pan

Alerta falso da Defesa Civil com a a mensagem "misantropi4"
Usuários de telefonia de, ao menos, sete estados e DF receberam alerta sonoro falso de sexta (19) a sábado (20) Arquivo pessoal

O governo federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), confirmou neste domingo (21) que a Polícia Federal (PF) está conduzindo investigação sobre o alerta falso da Defesa Civil. Em nota, a pasta comunicou que as informações sobre o episódio serão divulgadas ao fim da apuração para não prejudicar o andamento dos trabalhos.

O ministério também disse que a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) está colaborando com a investigação da PF sobre a possível invasão hacker ao sistema Defesa Civil Alerta (DCA).

Da noite de sexta-feira (19) à madrugada de sábado (20), falsas mensagens foram disparadas a usuários de telefonia móvel de, ao menos, sete estados mais o Distrito Federal. Além do alerta sonoro, as mensagens continham texto que mencionava termos como “misantropia” e “invasão alienígena”, entre outros.

Em entrevista coletiva na manhã de sábado, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, esclareceu que, durante a invasão ao sistema Defesa Civil Alerta, foram emitidas dez diferentes notificações.

“Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast [sistema implantado em 2025] e uma pelo sistema SMS [sistema utilizado desde 2014 e substituído no ano passado]”, afirmou Wolff.

O Cell Broadcast é a tecnologia que o sistema Defesa Civil Alerta utiliza para enviar mensagens de texto sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos diretamente para os celulares da população em áreas de risco. A tecnologia permite que os alertas cheguem de forma rápida e eficiente, sem a necessidade de um aplicativo ou registro prévio.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também apura o caso. Em nota, a autarquia informou que, ao que se sabe até o momento, “os alertas em questão não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica do sistema, operada pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações)”.

Com informações de Agência Brasil