Grupo pró-Bivar convoca obstrução na Câmara para derrotar governo
O racha no PSL parece ter chegado ao Congresso. Nesta terça-feira (15), dia em que a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o presidente do partido, Luciano Bivar (PE), o grupo de deputados que apoia o dirigente tenta um contra-ataque no plenário da Câmara.
Na pauta da Casa, está uma medida provisória que trata sobre a reformulação da estrutura do Poder Executivo e mexe com pontos sensíveis, como o antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A medida precisa ser aprovada até esta quarta (16) pela Câmara e pelo Senado para não perder a validade.
O grupo conta com o presidente da Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), Felipe Francischini (PSL-PR), e também com o líder da legenda na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO). A orientação do partido é de obstruir a votação, enquanto a do governo, feita pelo Major Vitor Hugo (PSL-GO), é de aprovar.
Os deputados pró-Bivar tentam ainda reduzir o quórum do plenário para que a sessão seja encerrada e a CCJ possa retomar o debate encerrado mais cedo sobre o projeto que trata da possibilidade de prisão em segunda instância.
Articulação de derrubada de Waldir
Após o deputado Delegado Waldir, líder do PSL na Câmara, se unir à oposição para tentar obstruir a medida provisória, deputados bolsonaristas iniciaram um movimento para destituir o parlamentar da função.
O movimento foi comandado pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) e pelo deputado Filipe Barros (PSL-GO) que coletavam assinatura da bancada para tirar Waldir do cargo.
O líder tem papel fundamental na estrutura da Câmara. A pauta de votações da Casa é discutida na reunião de líderes. Além disso, tem a prerrogativa de orientar o partido, participar dos trabalhos de qualquer comissão (mesmo daquelas em que não for integrante); indicar membros da bancada que irão integrar as comissões; registrar candidatos a cargos da Mesa e inscrever membros da bancada para comunicações parlamentares.
*Com Estadão Conteúdo
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